O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta sexta-feira (26) o envio do ministro da Defesa, José Múcio, à Venezuela na próxima semana para avaliar como o Brasil pode auxiliar o país vizinho, atingido por terremotos que já deixaram 589 mortos. A declaração foi feita durante cerimônia de batismo da fragata Cunha Moreira, da Marinha, em Itajaí (SC).
Ao iniciar seu discurso, Lula pediu um minuto de silêncio em homenagem às vítimas. “Eu queria começar essa minha fala pedindo a todos que estão aqui, de pé, que a gente fizesse um minuto de silêncio pelas 589 pessoas que já morreram na Venezuela, e 2.850 feridos”, afirmou o presidente, citando o balanço mais recente do governo venezuelano.
Dois tremores em sequência atingiram a Venezuela na noite de quarta-feira (24), com maior impacto na região de La Guaira, próxima a Caracas, onde houve desabamentos de edifícios. O número de vítimas cresceu rapidamente: menos de 48 horas após os primeiros relatos, o balanço saltou para quase 600 mortos.
Brasil mobiliza equipe de resgate e voo humanitário
Antes do anúncio da viagem de Múcio, o governo federal já havia autorizado um primeiro voo de ajuda humanitária, programado para a manhã desta sexta, com partida de Guarulhos (SP). A aeronave leva uma equipe de Resgate Urbano composta por 44 profissionais, que atuará nas operações de busca e salvamento no território venezuelano.
A mobilização envolve a Defesa e o Itamaraty, com foco em apoio humanitário e na proteção de cidadãos brasileiros na Venezuela. Há registro de dois brasileiros entre as vítimas, cujas identidades não foram divulgadas oficialmente.
Viagem de Múcio vai definir escopo da ajuda brasileira
A missão do ministro na Venezuela será alinhar com as autoridades locais quais capacidades brasileiras podem ser mobilizadas — se em resgate urbano, logística, atendimento médico ou outras frentes. O tipo de assistência dependerá das demandas apresentadas pelo governo venezuelano.
A tragédia abre uma agenda de cooperação humanitária entre os dois países em momento de atenção sobre a segurança de brasileiros no exterior. A próxima etapa será a chegada da equipe de resgate a Caracas e a definição, por Múcio, do escopo da operação brasileira de socorro.








