quinta-feira, junho 25
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Economia

Boulos cobra Alcolumbre por PEC 6×1 e Lula troca líder no Senado para tentar destravar pauta

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Boulos cobrou Davi Alcolumbre depois de mais de trinta dias sem pauta, dizendo que a PEC segue travada no plenário.
  • Lula nomeou Teresa Leitão para chefiar as negociações no Senado, mas sem marcar quando entra na pauta oficial.
  • A pressão nas redes ganhou alcance de 50 mil perfis, com apoio divulgado de 80% e recorte de 2,7 milhões de trabalhadores.
  • Boulos também criticou o projeto do agronegócio no mesmo movimento político, ampliando o conflito com o governo.
  • Sem despacho formal da Presidência do Senado, não há rito de votação em curso e o impasse segue apenas no campo político.

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, classificou nesta quinta-feira (25) como “inexplicável” o fato de o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), ainda não ter levado ao plenário a PEC que extingue a escala de trabalho 6×1, já aprovada pela Câmara dos Deputados. No mesmo dia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou a senadora Teresa Leitão (PT-PE) como nova líder do governo na Casa, em substituição a Jaques Wagner, com a missão de destravar a agenda trabalhista.

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“É inexplicável que o senador Davi Alcolumbre não tenha pautado isso ainda, diante de todo o clamor da sociedade brasileira”, disse Boulos, em entrevista à CNN Brasil. O ministro alertou ainda que o presidente do Senado não pode transformar uma disputa política em forma de travar uma pauta apoiada por 80% da população. A proposta, que beneficia cerca de 2,7 milhões de trabalhadores submetidos a jornadas exaustivas, é uma das prioridades do governo e foi aprovada na Câmara com ampla base de apoio.

O impasse no Senado se arrasta há mais de um mês. A PEC chegou à Casa após aprovação na Câmara, mas Alcolumbre tem sinalizado que pretende alterar o texto — discutindo formas de pagamento por hora e acordos individuais —, o que pode adiar a votação para após o recesso parlamentar, que começa em 17 de julho. O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Otto Alencar (PSD-BA), já havia afirmado que a definição sobre a tramitação deve ficar para a primeira quinzena de julho, frustrando a expectativa do governo de ver a medida promulgada antes do recesso.

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PT mobiliza militância para pressionar a Casa

Para intensificar a pressão sobre Alcolumbre, o PT acionou a plataforma Porta-Vozes do Lula, projeto de engajamento digital lançado neste mês que já reúne mais de 50 mil militantes. A orientação do partido é usar a hashtag #AprovaSenado e produzir conteúdos que alertem que a proposta está travada. A ofensiva virtual será somada a ações nas ruas, numa estratégia que também serve à campanha de reeleição de Lula.

Nova líder e o desafio de costurar acordos

A nomeação de Teresa Leitão como líder do governo no Senado renova a estratégia de negociação do Palácio do Planalto. A senadora terá a tarefa de ampliar o diálogo com partidos da base e testar acordos para colocar a PEC em pauta. Boulos afirmou que vai atuar para o avanço de pautas como o fim da escala 6×1 e a PEC da Segurança, indicando que o governo não pretende recuar na pressão.

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O próximo passo decisivo, no entanto, não depende da nova líder nem da mobilização digital: é o despacho formal da Mesa do Senado incluindo a PEC na pauta de votação. Sem esse ato, o avanço da reforma trabalhista permanece parado e os trabalhadores continuam submetidos às regras atuais da escala 6×1, sem data para mudança.


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