O Tesouro Direto registrou emissão líquida recorde de R$ 6,07 bilhões em maio, o maior valor da série histórica, segundo o balanço divulgado pelo Tesouro Nacional nesta quinta-feira (25). As aplicações somaram R$ 10,22 bilhões em 1.192.100 operações, contra R$ 4,15 bilhões em resgates e vencimentos.
O resultado coincide com o primeiro mês completo após o corte da taxa Selic, que passou de 11,25% para 10,75% ao ano. Com o juro básico em trajetória descendente, investidores de varejo concentraram apostas em títulos pós-fixados: o Tesouro Selic respondeu por R$ 5,6 bilhões em vendas, ou 54,5% do total negociado no período.
A pulverização das operações também chama atenção. Aplicações de até R$ 1 mil representaram 54,7% dos movimentos, com valor médio de R$ 8.570,70 por operação. O perfil sugere que pequenos poupadores protagonizaram o volume recorde de captação, em busca de liquidez e exposição direta à taxa básica — em vez de alocação em títulos mais longos ou ativos de risco.
Tesouro Reserva impulsiona captação
O recorde acontece no mês de lançamento do Tesouro Reserva, nova modalidade anunciada pelo Tesouro Nacional em 11 de maio. O produto amplia o leque de opções para pessoas físicas e pode ter contribuído para atrair novos investidores à plataforma.
Para o Tesouro Nacional, o saldo positivo de R$ 6,07 bilhões reduz a pressão por captação no canal de pessoas físicas e alivia a necessidade de emissão de dívida em outros instrumentos para cobrir o rolover do mês.
No varejo de renda fixa, os números indicam que o Tesouro Direto ganhou espaço frente a concorrentes como CDBs e fundos de investimento, sobretudo entre investidores que buscam rentabilidade atrelada à Selic sem abrir mão de liquidez diária. O próximo balanço mensal, com dados de junho, permitirá verificar se o movimento se sustenta ao longo da trajetória de queda da taxa básica de juros.










