quinta-feira, junho 25
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Economia

Tecnologia impulsiona Stoxx 600 a novo recorde de 640,18 pontos na Europa

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • STOXX 600 fechou a quinta em 640,18 pontos, alta de 0,79%, com novo recorde de fechamento europeu.
  • Tecnologia avançou 1,10% e puxou o dia, mas a causa exata da alta ainda está em checagem.
  • No dia 15 de junho, o índice já tinha ido a 637,32 pontos, alta de 0,65%, acima do referencial de fevereiro.
  • DAX terminou em 24.994,83, CAC 40 em 8.431,61 e FTSE 100 em 10.529,89, no mesmo ambiente de risco europeu.
  • Energia e petróleo tiveram recortes alternados, com destaque para novo pico intradiário de energia desde 2008 em cobertura setorial.

O índice pan-europeu Stoxx 600 renovou seu recorde de fechamento nesta quinta-feira (25), impulsionado por fortes ganhos no setor de tecnologia no continente. O índice encerrou em alta de 0,79%, aos 640,18 pontos, após os resultados trimestrais da fabricante de semicondutores Micron animarem investidores dos dois lados do Atlântico.

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As principais bolsas europeias acompanharam o movimento. O DAX, de Frankfurt, ganhou 1,03%, aos 24.994,83 pontos. O CAC 40, de Paris, avançou 0,55%, aos 8.431,61 pontos. O FTSE 100, de Londres, subiu 0,65%, aos 10.529,89 pontos.

O movimento europeu vai na contramão de Wall Street, onde as chamadas “Sete Magníficas” — as gigantes de tecnologia que lideraram o mercado nos últimos anos — têm desempenho fraco. Nos Estados Unidos, a preferência dos investidores migrou para companhias de ativos reais e com menor ligação à tese de inteligência artificial, como indústrias, saúde e o setor financeiro.

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Terceiro recorde do Stoxx 600 em junho

O fechamento desta quinta-feira consolida uma sequência de recordes ao longo de junho. No dia 15, o Stoxx 600 havia avançado 0,65%, aos 637,32 pontos, superando a máxima anterior de 27 de fevereiro, após Estados Unidos e Irã anunciarem um acordo de paz provisório que prevê a reabertura do Estreito de Ormuz — medida que derrubou os preços do petróleo e aliviou temores inflacionários.

Na semana seguinte, em 22 de junho, o índice voltou a renovar a máxima, encerrando em alta de 0,66%, aos 639,81 pontos, com o mercado digerindo o fim do mandato de Keir Starmer como primeiro-ministro do Reino Unido e a queda nos preços do petróleo. Naquela sessão, apenas a bolsa de Paris recuou, pressionada pelo desempenho ruim do setor de luxo.

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Micron e o efeito-contágio sobre a tecnologia europeia

O forte resultado trimestral da Micron impulsionou nomes do setor de tecnologia tanto nos Estados Unidos quanto nos mercados europeus. A onda de otimismo com semicondutores contrasta com a recente desaceleração das Big Techs americanas e sugere que o apetite por risco permanece intacto na Europa — ainda que o motor de cada sessão mude: petróleo e geopolítica em meados de junho, tecnologia e lucros corporativos no fechamento do mês.

Para investidores com exposição à Europa, a sequência de recordes reforça um ambiente de fluxos positivos para ativos do continente. O próximo teste para o mercado será a leitura dos indicadores econômicos da zona do euro e a trajetória dos juros do Banco Central Europeu, que mantém a taxa em 2,25% sob pressão dos preços do petróleo.


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