quinta-feira, junho 25
Publicidade
Polícia

Vereador do PT é preso em SP em operação que apura ligação entre PCC e empresa de ônibus

· 2 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • PF prendeu o vereador PT Senival Moura em SP na Operação Última Parada, sob suspeita de ligações com PCC e rede ligada à Transunião.
  • Também foi preso Lourival de França Monário, presidente da Transunião, além de outros investigados do mesmo núcleo.
  • O inquérito registra repasses de R$ 182 milhões da Prefeitura à Transunião e pagamentos semanais irregulares de R$ 70 mil.
  • Há movimentação de cerca de R$ 1 bilhão no caso, com R$ 25 milhões sem origem comprovada e pedido de medidas ainda em análise judicial.

A Justiça decretou a prisão do vereador Senival Moura (PT) nesta quinta-feira (25), em São Paulo, na Operação Última Parada, que apura suspeita de lavagem de dinheiro do PCC por meio da empresa de ônibus Transunião. O presidente da companhia, Lourival de França Monário, também foi detido.

Publicidade

A ação, conduzida pelo Deic (Polícia Civil) e pelo Gaeco do Ministério Público de São Paulo (MPSP), mapeia movimentação de R$ 1 bilhão no período investigado. O inquérito aponta repasses de R$ 182 milhões da Prefeitura de São Paulo à Transunião, pagamentos semanais irregulares de R$ 70 mil e R$ 25 milhões sem origem comprovada.

A Justiça decretou ainda intervenção na Transunião, ampliando o raio de ação da operação sobre a gestão do transporte público na capital. O MPSP acompanha o caso desde 2022 em unidade especializada.

Publicidade

Caixa dois e histórico de investigação

A investigação rastreia suspeita de desvio de recursos da empresa para caixa dois da campanha de reeleição de Senival Moura em 2020. O levantamento mapeia a aproximação entre fluxos de contratos públicos e relações externas à gestão da companhia, indicando que o esquema pode ter antecedentes anteriores à operação atual.

Foro privilegiado e próximos passos

Como vereador, Senival Moura tem foro por prerrogativa de função — o que significa que eventuais denúncias formais dependeriam de decisão de tribunal superior. A prisão decretada agora é uma medida cautelar, e a situação jurídica de cada detido será definida conforme o andamento processual, com manifestação das defesas e decisão sobre bloqueios e novos mandados.

Publicidade

O caso projeta pressão sobre a governança do transporte coletivo em São Paulo, setor com alto volume diário de passageiros e repasses municipais recorrentes. Investigações anteriores já apontaram a infiltração do PCC em empresas e instituições públicas no estado, e a operação sinaliza endurecimento sobre controles de contratos e rastreabilidade de pagamentos no sistema de mobilidade urbana.


Publicidade