quinta-feira, junho 25
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Economia

Apple sobe preços de MacBook e iPad em até 20% por crise de chips de IA

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • A Apple diz que o aumento vem de insumos mais caros, especialmente chips de memória e SSD pressionados pela corrida em IA.
  • O repasse atinge MacBook e iPad no Brasil e pode chegar a 20%, com variação conforme faixa e configuração.
  • Os materiais consultados não trouxeram tabela completa de preços por modelo, o que reduz a comparabilidade entre SKUs.
  • A notícia veio junto de queda de 5% nas ações da companhia, a pior baixa diária desde fevereiro.
  • A empresa estuda adiantar o chip M7 para MacBooks, mas não confirmou que esse plano esteja ligado ao novo valor da linha.

A Apple anunciou nesta quinta-feira (25) um reajuste de até 20% nos preços de MacBooks e iPads em mercados de todo o mundo, incluindo o Brasil. A empresa atribuiu o aumento à escalada nos custos de chips de memória e armazenamento — componentes cuja demanda disparou com a expansão dos centros de dados de inteligência artificial.

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Em comunicado, a gigante de Cupertino classificou a situação como um “desafio sem precedentes” na indústria eletrônica e citou uma “extraordinária alta” na procura por semicondutores. “Nunca presenciamos um componente ter seu custo tão elevado e em tão pouco tempo”, declarou a empresa, que afirmou estar “trabalhando incansavelmente para encontrar soluções” para o problema.

A faixa de reajuste varia por modelo e configuração, com os itens de maior capacidade de processamento e armazenamento sofrendo os aumentos mais expressivos. A alta atinge tanto a linha de laptops quanto a de tablets e se aplica em múltiplos mercados — de Portugal ao Brasil.

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Mercado reage com queda de 5% nas ações

O anúncio provocou uma queda de 5% nas ações da Apple no mesmo dia, o pior desempenho diário da companhia desde fevereiro. Investidores reagiram à combinação de repasse de custos e incerteza sobre o impacto do reajuste na demanda por equipamentos — especialmente em um cenário de inflação persistente e pressão sobre o poder de compra dos consumidores.

Pressão da IA redefine custo de componentes

O motor por trás do reajuste é a corrida armamentista de inteligência artificial. Os centros de dados que alimentam sistemas de IA consomem volumes crescentes de memória RAM e armazenamento SSD, o que espreme a oferta desses componentes para o restante da indústria e eleva seus preços em toda a cadeia. A Apple, embora não atue diretamente no mercado de servidores, depende dos mesmos fornecedores de semicondutores para seus equipamentos de consumo.

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Paralelamente ao reajuste, a empresa estuda adiantar o lançamento da nova linha de chips M7 para MacBooks, segundo informações divulgadas nesta quinta. Não há, contudo, confirmação de vínculo direto entre esse cronograma e a nova tabela de preços.

O que muda para o consumidor

Para o consumidor brasileiro, o efeito é imediato: quem planejava atualizar um MacBook ou iPad nos próximos meses enfrenta um custo significativamente maior. A Apple ainda não divulgou uma tabela completa com os novos valores por modelo e configuração no Brasil, o que reduz a previsibilidade para quem precisa planejar a compra.

A expectativa é que os novos preços entrem em vigor gradualmente nos canais oficiais e revendedores autorizados. Quem tinha um modelo no radar deve comparar os valores antes de fechar a compra e avaliar se configurações intermediárias — que tendem a sofrer reajustes menores — atendem às necessidades. Não há, por enquanto, sinalização de reversão no curto prazo, já que a pressão sobre o custo de semicondutores permanece ativa.


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