quarta-feira, junho 24
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Política

Fachin instala grupo de reforma do Judiciário no STF e marca propostas para dezembro

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • STF reuniu no dia 24 em Brasília o grupo de estudos, com coordenação de Edson Fachin.
  • O grupo conta com 19 integrantes, atua no CESTF e já tem cronograma com entrega das propostas em dezembro de 2026.
  • O ciclo inicial prioriza método, diagnóstico e critérios técnicos antes de propor mudanças no processo.
  • A pauta foi organizacional e não altera hoje o trâmite dos processos judiciais.
  • Não foram divulgados minuta, plano de implementação nem a distribuição de tarefas entre os integrantes.

O Supremo Tribunal Federal deu nesta quarta-feira (24) o primeiro passo concreto rumo a uma reforma do Judiciário. Em Brasília, o presidente da Corte, ministro Edson Fachin, instalou o Grupo de Estudos para a Modernização do Sistema de Justiça, colegiado de 19 integrantes encarregado de mapear problemas estruturais e formular propostas de aperfeiçoamento até 19 de dezembro.

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Criado por portaria no dia 12 de junho e vinculado ao Centro de Estudos Constitucionais do STF (CESTF), o grupo reúne ministros, magistrados, professores e juristas indicados por Fachin. No primeiro encontro, os participantes definiram a metodologia de trabalho e o calendário de atividades. A pauta foi organizacional: não houve debate de mérito sobre propostas específicas, mas sim a estruturação de como o colegiado vai operar nos próximos seis meses.

Na abertura da reunião, Fachin afirmou que os desafios enfrentados pelo Judiciário “exigem escuta qualificada, sistematização séria e propositura tecnicamente fundamentada”. Segundo o ministro, o objetivo é sistematizar boas práticas nacionais e internacionais para fortalecer as instituições responsáveis pela prestação jurisdicional. A iniciativa busca ainda identificar caminhos para ampliar o acesso à justiça e ganhar eficiência sem engrossar a burocracia processual.

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Escopo amplo e prazo curto

A portaria que instituiu o grupo estabelece mandato amplo: identificar e sistematizar experiências bem-sucedidas, contribuir para a reflexão sobre o sistema de justiça e formular propostas voltadas ao seu fortalecimento. O texto não delimita antecipadamente quais áreas serão priorizadas, o que deixa ao colegiado a tarefa de recortar temas entre questões como lentidão processual, sobrecarga de tribunais, segurança jurídica e confiança pública no Judiciário.

O prazo formal de conclusão — 19 de dezembro — impõe um cronograma comprimido para um debate que envolve décadas de problemas acumulados. Fachin reconheceu a dimensão do desafio ao defender que o diagnóstico técnico preceda qualquer pacote de alterações. A expectativa é que o grupo entregue ao STF um conjunto consolidado de propostas, que então poderá ser encaminhado para discussão interna e, eventualmente, para outros Poderes.

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O que muda a partir de agora

Por ora, nada se altera na rotina dos processos que tramitam no Judiciário. O grupo não tem poder de decisão: suas conclusões serão submetidas à avaliação institucional da Corte antes de qualquer encaminhamento. A próxima etapa concreta será a publicação das propostas elaboradas pelo colegiado, que definirão se a reforma sai do plano de estudo para o plano de decisão.

Fachin já havia sinalizado que a reforma do Judiciário é prioridade de sua gestão à frente do STF. A criação do grupo ocorre em um contexto de pressão crescente por modernização do sistema de justiça, com debates sobre eficiência, transparência e controle que ganharam força nos últimos meses no plenário da Corte.


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