quarta-feira, junho 17
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Política

STF condena Eduardo Bolsonaro por coação e o deixa inelegível até 2038

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Primeira Turma decidiu por 4 votos a 0, sob relatoria de Alexandre de Moraes.
  • Pena foi fixada em 4 anos e 2 meses, com início previsto no semiaberto.
  • Condenação pode deixar o ex-deputado inelegível por oito anos após cumprir a pena.
  • Defesa afirma que ele não foi citado e vê tentativa de tirá-lo das eleições.
  • Decisão não informa mandado de prisão nem prazo para apresentação.

A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal condenou Eduardo Bolsonaro nesta terça-feira (16), em Brasília, a 4 anos e 2 meses de prisão pelo crime de coação no curso do processo. A decisão foi tomada no processo ligado à trama golpista de 2022 e atinge diretamente o futuro político do ex-deputado federal.

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O placar foi de 4 a 0. A pena foi fixada em regime semiaberto e, pelos efeitos eleitorais da condenação, Eduardo fica inelegível por oito anos após o cumprimento da pena. Na prática, a projeção indicada no julgamento o deixa fora das disputas eleitorais até 2038.

Eduardo, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, vive nos Estados Unidos e teve o mandato de deputado federal cassado. Após a condenação, ele contestou a decisão e afirmou que não foi formalmente citado no processo. “Até hoje não fui citado. Objetivo é tirar meu nome das eleições”, disse.

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Por que o Supremo condenou Eduardo Bolsonaro

O crime de coação no curso do processo ocorre quando alguém tenta constranger ou influenciar testemunhas, partes, autoridades ou o andamento de uma investigação ou ação penal. No caso de Eduardo, a acusação foi vinculada a atos relacionados às investigações sobre a tentativa de golpe de Estado após a eleição de 2022.

O relator do caso é o ministro Alexandre de Moraes. A Primeira Turma acompanhou o voto pela condenação sem divergência entre os quatro ministros que participaram do julgamento. O ponto central da defesa, a alegação de nulidade por falta de citação, foi rejeitado pelo colegiado, que considerou que Eduardo tinha conhecimento da ação.

A condenação tem peso jurídico e político. No campo penal, impõe uma pena superior a quatro anos, em regime semiaberto. No campo eleitoral, cria um obstáculo imediato para qualquer tentativa de candidatura nas próximas disputas, inclusive em 2026, justamente o ponto citado por Eduardo ao reagir à decisão.

O que muda agora

A decisão da Primeira Turma encerra esta etapa do julgamento no Supremo, mas ainda pode ser questionada pela defesa por meio dos recursos cabíveis. O cumprimento da pena depende dos atos formais seguintes do tribunal, como publicação da decisão e eventual ordem de execução.

A decisão divulgada não indicou ordem de prisão imediata nem prazo para apresentação. Até que o Supremo formalize os próximos atos, o efeito mais concreto da condenação é político-eleitoral: Eduardo Bolsonaro passa a carregar uma condenação colegiada que o impede de disputar eleições até 2038, salvo mudança posterior por recurso.