terça-feira, junho 16
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Economia

Caso Master: Gilmar vota por domiciliar ao pai de Vorcaro e soltura de primo

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Placar está em 2 a 1 pela manutenção das prisões preventivas na Segunda Turma
  • André Mendonça e Luiz Fux votaram contra a revogação das medidas
  • Kassio Nunes Marques ainda não apresentou voto no julgamento
  • Henrique é pai de Daniel Vorcaro, e Felipe Cançado é primo do ex-banqueiro
  • Supremo não informou prazo para proclamar o resultado final da turma

Gilmar Mendes abriu divergência nesta terça-feira (16) na Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal e votou para substituir por prisão domiciliar a preventiva de Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, no Caso Master. O ministro também votou pela soltura de Felipe Cançado Vorcaro, primo do ex-banqueiro.

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O voto não muda a situação dos dois neste momento. O placar parcial está em 2 a 1 pela manutenção das prisões, com votos de André Mendonça, relator do caso, e Luiz Fux a favor das preventivas. Falta votar Kassio Nunes Marques.

A decisão final depende da conclusão do julgamento e da proclamação do resultado pela turma. O STF não informou prazo para encerrar a análise.

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Divergência mira alcance das prisões preventivas

As prisões de Henrique Vorcaro e Felipe Cançado Vorcaro foram decretadas por André Mendonça no curso da investigação envolvendo Daniel Vorcaro, ex-banqueiro do Banco Master. O caso apura suspeitas de organização criminosa e lavagem de dinheiro.

A divergência de Gilmar desloca o centro do julgamento para a necessidade e a proporcionalidade das prisões preventivas de familiares do principal investigado. Mendonça e Fux entenderam que as medidas devem continuar em vigor. Gilmar, em sentido oposto, propôs uma solução menos gravosa para o pai de Vorcaro e a liberdade do primo.

Na prática, o julgamento opõe duas leituras sobre o uso da prisão preventiva em investigações de grande repercussão: de um lado, a preservação das medidas determinadas pelo relator; de outro, a avaliação de que as cautelares podem ser revistas sem comprometer o andamento do processo.

Voto pendente decide se prisões continuam

Com o placar em 2 a 1, Kassio Nunes Marques pode confirmar a maioria pela manutenção das prisões ou alterar o quadro do julgamento, a depender do teor de seu voto e da composição final do resultado.

Nenhuma soltura imediata decorre do voto isolado de Gilmar Mendes. Enquanto a Segunda Turma não concluir o julgamento, Henrique Vorcaro e Felipe Cançado Vorcaro seguem submetidos às decisões em vigor no processo.

O ponto decisivo agora é o voto de Nunes Marques. Só depois dele a Segunda Turma poderá proclamar se mantém as prisões preventivas ou se substitui as medidas aplicadas aos familiares de Daniel Vorcaro.