O influenciador Patrick de Almeida Silva, conhecido como PTK, pré-candidato a deputado federal pelo MDB de Alagoas, foi preso nesta quarta-feira (3) na Operação Morro do Alemão, que apura se ele atuava como elo político do Comando Vermelho no estado.
A ação cumpre 20 mandados de prisão e 30 de busca e apreensão em Alagoas. A polícia investiga se PTK funcionaria como ponte entre a facção e a disputa eleitoral de 2026 — hipótese que ainda depende da conclusão do inquérito, sem comprovação de culpa.
De vereador em Maceió a deputado federal
Segundo a investigação, o suposto plano começou em 2024, quando PTK teria sido preparado para concorrer a vereador em Maceió a mando do Comando Vermelho. Em março de 2026, ele se filiou ao MDB e passou a mirar uma vaga na Câmara dos Deputados.
A polícia associa essa cronologia a Nem Catenga, apontado como líder do Comando Vermelho em Alagoas e supostamente mentor do arranjo. O caso ganha dimensão nacional por envolver a hipótese de uma facção tentar ocupar espaço institucional por meio de candidatura a cargo federal.
Defesa e MDB ainda não se manifestaram
A defesa de PTK não havia se manifestado publicamente sobre a prisão. O MDB de Alagoas também não comentou a filiação do influenciador nem a pretensão de candidatura à Câmara em 2026.
Os próximos passos da operação passam pela análise do material apreendido nos 30 endereços-alvo e pelas audiências de custódia dos 20 presos, que devem definir a manutenção das prisões preventivas. No campo eleitoral, caberá ao MDB de Alagoas decidir se mantém ou desfaz a filiação registrada em março.











