sábado, 18 de julho de 2026
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Em entrevista a O Tempo, senador diz ter 'sangue de Bolsonaro' e que eleitor quer um 'Bolsonaro mais Flávio'.

Flávio compara Jair a Pelé e tenta diferenciar projeto para 2026

Em entrevista a O Tempo, senador diz ter 'sangue de Bolsonaro' e que eleitor quer um 'Bolsonaro mais Flávio'.

· 2 min de leitura · Atualizado em 05.06.2026 · NEXUS A.I. do PIRANOT e Júnior Cardoso

Pontos-chave

  • Em maio, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, endureceu o tom com Flávio e expôs racha na articulação da direita para 2026, segundo registrou o PIRANOT em 27 de maio.
  • No dia 22, O Globo informou que o ex-presidente vinha atuando para conter atritos entre o filho e Michelle Bolsonaro.
  • Jair Bolsonaro, Michelle Bolsonaro e representantes da oposição não comentaram a comparação com Pelé nem a fórmula "Bolsonaro mais Flávio" apresentada pelo senador.
  • Herança política e tentativa de sucessão Flávio foi o primeiro integrante da família a vencer uma disputa majoritária: elegeu-se deputado estadual no Rio em 2002 e senador em 2018.
  • Em 2016, foi ele quem convidou Jair para um evento que ajudou a projetar o então deputado federal no cenário nacional.

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) comparou o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, a Pelé para justificar a própria pré-candidatura à Presidência em 2026 sem se colocar no mesmo patamar do ex-mandatário. “Imagina o filho do Pelé se comparando com o Pelé?”, afirmou em entrevista ao jornal O Tempo publicada nesta quarta-feira (3).

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Na mesma entrevista, Flávio disse ter “sangue de Bolsonaro” e afirmou que o eleitor quer um “Bolsonaro mais Flávio” — fórmula com que tenta combinar a herança política do pai e um estilo próprio de campanha.

Herança política e tentativa de sucessão

Flávio foi o primeiro integrante da família a vencer uma disputa majoritária: elegeu-se deputado estadual no Rio em 2002 e senador em 2018. Em 2016, foi ele quem convidou Jair para um evento que ajudou a projetar o então deputado federal no cenário nacional. Agora a equação se inverte, e o senador busca usar a referência paterna sem ficar preso à imagem mais impulsiva do ex-presidente.

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A operação de diferenciação ocorre em meio a tensões no próprio campo. Em maio, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, endureceu o tom com Flávio e expôs racha na articulação da direita para 2026, segundo registrou o PIRANOT em 27 de maio. No dia 22, O informou que o ex-presidente vinha atuando para conter atritos entre o filho e Michelle Bolsonaro.

Cenário eleitoral e silêncio do entorno

No tabuleiro de 2026, pesquisa PoderData divulgada em 30 de maio apontou empate técnico entre Lula e Flávio em um eventual segundo turno, dentro da margem de erro da sondagem. Jair Bolsonaro, Michelle Bolsonaro e representantes da oposição não comentaram a comparação com Pelé nem a fórmula “Bolsonaro mais Flávio” apresentada pelo senador.

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A entrevista a O Tempo consolida o tom que Flávio vem adotando na pré-campanha: assumir publicamente a candidatura, reivindicar o sobrenome e, ao mesmo tempo, sinalizar um perfil menos confrontacional do que o do pai diante de aliados, do Centrão e do eleitorado moderado.

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