A base do Palmeiras rendeu 289 milhões de euros — cerca de R$ 1,7 bilhão — em vendas de atletas formados no clube nos últimos cinco anos, segundo o CIES Football Observatory. O valor coloca o alviverde como o quarto clube do mundo em arrecadação com jogadores da própria categoria de base no período.
O montante ajuda a explicar por que a formação se tornou peça central do equilíbrio financeiro do clube, que fechou 2025 com receita total de R$ 1,78 bilhão. Diluído nos cinco anos, o caixa gerado pela base equivale a aproximadamente um ano inteiro de operação do Palmeiras.
Vendas da base se equiparam à receita anual do clube
O Conselho Deliberativo aprovou em 17 de dezembro de 2025 as contas do exercício, que registraram salto de 374% em premiações na comparação anual. Bilheteria, patrocínios, direitos comerciais e participação em competições compõem o restante do bolo de receitas do clube.
É essa engrenagem que sustenta a tese de que o Palmeiras opera, na prática, um modelo híbrido: receitas correntes pagam a folha e o futebol profissional, enquanto a base funciona como ativo de capitalização periódica. O ranking do observatório suíço situa o clube acima dos demais brasileiros listados no recorte de cinco anos.
Abel Ferreira volta a defender o modelo de formação
O técnico Abel Ferreira voltou a tratar publicamente do modelo de formação em 29 de maio, em sinal de que a discussão sobre a base seguirá no centro do debate institucional do clube nas próximas semanas.
A Copa do Mundo de Clubes desponta como variável capaz de alterar o quadro financeiro de 2026 e ampliar o peso das demais frentes de receita em relação às vendas da base. O Palmeiras não havia divulgado projeção oficial para o torneio até a publicação desta reportagem.











