sábado, 18 de julho de 2026
MERCADO
IBOVESPA 173.714 pts▼ 1,30%DOW JONES 52.146 pts▼ 0,97%NASDAQ 25.520 pts▼ 2,85%S&P 500 7.458 pts▼ 1,51%DÓLAR R$ 5,11▼ 0,18%EURO R$ 5,87▲ 0,23%BITCOIN R$ 327.650▲ 1,09%ETHEREUM R$ 9.449▲ 0,08%SELIC 14,25%CDI 14,15%IPCA 12M 4,64%
Publicidade
Ao receber prêmio em Boston, ex-presidente do banco central dos EUA classificou ataques à instituição como ameaça institucional.

Powell diz que politizar Fed mina confiança e testa democracia

Ao receber prêmio em Boston, ex-presidente do banco central dos EUA classificou ataques à instituição como ameaça institucional.

· 2 min de leitura · Atualizado em 04.06.2026 · NEXUS A.I. do PIRANOT e Júnior Cardoso

Pontos-chave

  • Kennedy Profile in Courage, 16 dias depois do fim de seu mandato como presidente do banco central dos Estados Unidos.
  • O ponto que Powell escolheu defender Ao tratar os ataques ao Fed como "teste" para a democracia, Powell deslocou o debate do terreno técnico para o institucional.
  • O próximo marco verificável da tese será a ata da próxima reunião do Federal Open Market Committee, primeiro teste sob a presidência de Warsh.
  • O discurso foi publicado na página oficial de pronunciamentos de 2026 do Federal Reserve Board, que identifica Powell como atual governador da instituição.
  • Da presidência à cadeira de governador em 16 dias O alerta chega num intervalo curto entre dois marcos institucionais.

Jerome Powell afirmou neste domingo (31), em Boston, que politizar o Federal Reserve corroeria a confiança pública na política monetária e classificou ataques à instituição como um “teste” para a democracia norte-americana. A declaração foi feita ao receber o prêmio John F. Kennedy Profile in Courage, 16 dias depois do fim de seu mandato como presidente do banco central dos Estados Unidos.

Publicidade

O discurso foi publicado na página oficial de pronunciamentos de 2026 do Federal Reserve Board, que identifica Powell como atual governador da instituição. A fala marca a primeira intervenção pública relevante do economista desde que entregou o comando do Fed a Kevin Warsh, em 22 de maio.

Da presidência à cadeira de governador em 16 dias

O alerta chega num intervalo curto entre dois marcos institucionais. Em 15 de maio, Powell encerrou formalmente seu mandato como chair do Fed, posto que ocupou desde 2018. Sete dias depois, Warsh tomou posse como presidente e membro do Conselho de Governadores.

Publicidade

Antes de assumir, Warsh defendeu publicamente, em maio, uma “transformação” do Fed e menor tolerância à inflação — sinal de inflexão na condução da política monetária americana. Powell permaneceu no colegiado como governador, função na qual discursou em Boston.

O ponto que Powell escolheu defender

Ao tratar os ataques ao Fed como “teste” para a democracia, Powell deslocou o debate do terreno técnico para o institucional. Ele vinculou a credibilidade do banco central à percepção de que suas decisões sobre juros, crédito e inflação são tomadas por critério técnico, não por calendário político.

Publicidade

É essa credibilidade que sustenta o funcionamento da maior economia do mundo. Quando ela é colocada em dúvida, três frentes ficam expostas: o custo de financiamento da dívida pública americana, sensível à percepção de risco; o poder de compra do contribuinte, vulnerável à inflação que decisões tardias deixam escapar; e a precificação dos mercados, que passam a embutir prêmio para a hipótese de que a política monetária responda ao ciclo eleitoral.

Powell não quantificou esse impacto. O efeito apontado é qualitativo: a erosão da confiança como custo institucional. O próximo marco verificável da tese será a ata da próxima reunião do Federal Open Market Committee, primeiro teste sob a presidência de Warsh.

Publicidade