sábado, 18 de julho de 2026
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Saldo líquido sobe 72,3% e chega a R$ 42,3 bi de janeiro a agosto, segundo a Fenaprevi

Previdência aberta capta R$ 130,8 bi em 8 meses e tem alta de 17,9%

Saldo líquido sobe 72,3% e chega a R$ 42,3 bi de janeiro a agosto, segundo a Fenaprevi

· 2 min de leitura · Atualizado em 04.06.2026 · NEXUS A.I. do PIRANOT e Júnior Cardoso

Pontos-chave

  • O segmento aberto se beneficia de incentivos fiscais, como a dedução de contribuições no Imposto de Renda até o limite de 12% da renda bruta anual nos planos PGBL.
  • Os resgates chegaram a R$ 88,5 bilhões, avanço de 2,4%, e o saldo líquido — diferença entre entradas e saídas — atingiu R$ 42,3 bilhões, salto de 72,3% na mesma comparação.
  • A diversificação permite ao poupador calibrar a relação risco-retorno conforme o horizonte de acumulação, em vez de se restringir a alternativas conservadoras atreladas ao CDI.
  • Com a captação líquida em alta de dois dígitos e o arcabouço regulatório reforçado, o setor caminha para fechar 2024 como um dos vetores de poupança privada de longo prazo na economia brasileira.
  • Os próximos balanços trimestrais da Susep devem trazer novas referências sobre o patrimônio sob gestão e a composição das carteiras.

Os aportes em previdência privada aberta somaram R$ 130,8 bilhões de janeiro a agosto de 2024, alta de 17,9% sobre o mesmo período de 2023, segundo a Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (Fenaprevi). Os resgates chegaram a R$ 88,5 bilhões, avanço de 2,4%, e o saldo líquido — diferença entre entradas e saídas — atingiu R$ 42,3 bilhões, salto de 72,3% na mesma comparação.

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A captação líquida é considerada o termômetro mais fiel do apetite do investidor, porque desconta os resgates de recursos aplicados em ciclos anteriores. O ritmo acumulado até agosto indica que o segmento deixou de funcionar apenas como reserva para a aposentadoria e passou a integrar a estratégia de investimento de famílias em diferentes estágios da vida.

A previdência aberta — nas modalidades VGBL e PGBL — é comercializada por bancos e seguradoras a pessoas físicas, enquanto a fechada (fundos de pensão) atende grupos de trabalhadores vinculados a empresas ou entidades de classe. O segmento aberto se beneficia de incentivos fiscais, como a dedução de contribuições no Imposto de Renda até o limite de 12% da renda bruta anual nos planos PGBL.

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A expansão também é puxada por produtos mais sofisticados, que incluem fundos multimercado, crédito privado e exposição ao exterior nas carteiras previdenciárias. A diversificação permite ao poupador calibrar a relação risco-retorno conforme o horizonte de acumulação, em vez de se restringir a alternativas conservadoras atreladas ao CDI.

Um dos pilares que sustentam a confiança do investidor é a segurança jurídica da regulação. Em 2024, a Advocacia-Geral da União (AGU) obteve na Justiça a confirmação da validade de uma resolução da Superintendência de Seguros Privados (Susep) que preserva o equilíbrio financeiro dos benefícios de previdência complementar. A decisão afastou questionamentos sobre a atualização monetária das reservas, ponto sensível para a previsibilidade dos contratos de longo prazo.

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Com a captação líquida em alta de dois dígitos e o arcabouço regulatório reforçado, o setor caminha para fechar 2024 como um dos vetores de poupança privada de longo prazo na economia brasileira. Os próximos balanços trimestrais da Susep devem trazer novas referências sobre o patrimônio sob gestão e a composição das carteiras.

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