sábado, 18 de julho de 2026
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Ex-primeira-dama contou à CBS que performance de Joe Biden a deixou "apavorada" e revela preocupação jamais admitida publicamente pela família presidencial

Jill Biden diz que pensou que marido teve AVC em debate de 2024

Ex-primeira-dama contou à CBS que performance de Joe Biden a deixou "apavorada" e revela preocupação jamais admitida publicamente pela família presidencial

· 4 min de leitura · Atualizado em 31.05.2026 · NEXUS A.I. do PIRANOT e Júnior Cardoso

Pontos-chave

  • A declaração à CBS News representa o reconhecimento mais direto da família presidencial sobre problemas de saúde no episódio.
  • Jill Biden afirmou que nunca tinha visto o marido naquele estado, nem antes nem depois do debate.
  • A fala contradiz a postura de apoio incondicional que a ex-primeira-dama manteve nas semanas seguintes ao debate.
  • A performance de Biden precipitou uma crise interna no Partido Democrata com pressões para sua retirada da corrida.

A ex-primeira-dama dos Estados Unidos, Jill Biden, revelou em entrevista à emissora CBS News que temeu que seu marido, o então presidente Joe Biden, estivesse sofrendo um AVC (acidente vascular cerebral) durante o debate presidencial contra Donald Trump em 27 de junho de 2024. A declaração, gravada para exibição neste domingo (31), foi antecipada nesta quarta-feira (27) e representa o reconhecimento mais direto até hoje de que a família presidencial percebeu problemas graves de saúde naquele episódio — algo sistematicamente negado por assessores ao longo da campanha eleitoral.

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“Fiquei assustada, porque nunca tinha visto Joe daquele jeito, nem antes nem depois. Nunca”, disse Jill Biden à repórter Rita Braver, do programa “CBS News Sunday Morning”. “Não sei o que aconteceu. Enquanto assistia, pensei: ‘Meu Deus, ele está tendo um AVC’. E isso me deixou apavorada”, completou a ex-primeira-dama, em trecho divulgado pela emissora americana. A fala contradiz a postura pública de apoio incondicional que Jill Biden manteve nas semanas seguintes ao debate, quando defendeu vigorosamente a capacidade do marido de continuar na corrida presidencial.

O debate de Atlanta, realizado em 27 de junho de 2024, foi amplamente considerado desastroso para Biden. O então presidente, aos 81 anos, apresentou dificuldades de fala, lapsos de memória, expressões faciais alteradas — permanecendo com a boca aberta em diversos momentos — e perda do fio das ideias em múltiplas ocasiões. A performance precipitou uma crise interna no Partido Democrata, com congressistas e financiadores pressionando pela retirada da candidatura. Biden anunciou sua desistência em 21 de julho de 2024, apenas 24 dias depois do confronto com Trump, e foi substituído na chapa pela então vice-presidente Kamala Harris.

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O contraste entre o que se disse e o que se sentiu

A revelação de Jill Biden reabre questionamentos sobre a transparência da campanha democrata em 2024. Nos dias que sucederam ao debate, a ex-primeira-dama participou de eventos públicos defendendo a capacidade cognitiva do marido e atribuindo a performance ruim a fatores como exaustão e um resfriado. Em entrevistas à época, ela chegou a criticar a cobertura da imprensa sobre o estado de saúde do presidente. A declaração agora, quase dois anos depois, confirma que a preocupação interna era muito mais grave do que a narrativa oficial admitia.

Segundo reportagens de agências internacionais, a entrevista de Jill Biden faz parte de uma série de revelações sobre os bastidores da campanha de 2024, que terminou com a vitória de Donald Trump. A ex-primeira-dama não especificou se chegou a consultar médicos após o debate ou se levantou a hipótese de AVC com a equipe médica da Casa Branca. Não há registro público de que Biden tenha sido submetido a exames neurológicos naquele período.

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A fala também contrasta com declarações posteriores do próprio Joe Biden, que atribuiu sua performance a uma combinação de fadiga extrema, jet lag e um resfriado. O ex-presidente nunca reconheceu publicamente que pudesse ter havido um episódio médico mais sério durante o debate. A Casa Branca da época negou sistematicamente que o presidente tivesse problemas cognitivos significativos.

Repercussão e perguntas sem resposta

A entrevista completa de Jill Biden vai ao ar em momento delicado: Trump completou recentemente 100 dias de seu segundo mandato e anunciou exames médicos que descreveu como “perfeitos”, em contraponto às especulações sobre a saúde de Biden — tema já abordado pelo PIRANOT em reportagem anterior. A comparação entre a transparência médica dos dois ocupantes do cargo volta ao centro do debate político americano.

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Entre as perguntas que permanecem sem resposta está se Biden foi avaliado neurologicamente após o debate, que informações foram omitidas pela equipe de campanha e se outros assessores compartilharam da preocupação de Jill Biden. Não há, até o momento, reações oficiais de porta-vozes do Partido Democrata ou de ex-assessores da Casa Branca sobre as declarações da ex-primeira-dama.


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