sábado, 18 de julho de 2026
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Em ofício à CVM, estatal diz avaliar oportunidades estratégicas; governo do Rio anunciou desapropriação de ativo investigado pela PF

Petrobras não confirma nem nega interesse em terreno da Refit

Em ofício à CVM, estatal diz avaliar oportunidades estratégicas; governo do Rio anunciou desapropriação de ativo investigado pela PF

· 5 min de leitura · Atualizado em 31.05.2026 · NEXUS A.I. do PIRANOT e Júnior Cardoso

Pontos-chave

  • A estatal afirmou que analisa oportunidades de negócios em refino, logística e infraestrutura energética.
  • A Refit está em recuperação judicial há cerca de 10 anos e não cumpriu metas de reestruturação.
  • A empresa é considerada a maior devedora de impostos do Brasil e foi interditada pela ANP.
  • O governador em exercício do Rio discutiu a desapropriação com a presidente da Petrobras.
  • O Ministério Público fluminense defende a falência do empreendimento.

Após cruzar informações de reportagens publicadas por veículos de referência e o posicionamento oficial da companhia, a Petrobras informou à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) que avalia “oportunidades de negócios alinhadas à sua estratégia corporativa”, em resposta a questionamento sobre possível interesse no terreno da refinaria Refit, em Manguinhos, na zona norte do Rio de Janeiro. O ativo, alvo de investigação da Polícia Federal na Operação Sem Refino, foi anunciado como alvo de desapropriação pelo governo estadual fluminense.

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Em ofício enviado na noite desta terça-feira (26), a estatal não confirmou nem negou especificamente o interesse no imóvel. A manifestação ocorre após reportagens indicarem que o governador em exercício do Rio, desembargador Ricardo Couto, teria discutido a medida com a presidente da Petrobras, Magda Chambriard. Segundo apuramento junto ao mercado, a petroleira teria interesse na área para ampliar sua capacidade de refino e infraestrutura energética na região.

“A respeito do tema, a Companhia informa que analisa de forma contínua e permanente oportunidades de negócios alinhadas à sua estratégia corporativa, incluindo iniciativas nos setores de refino, logística e infraestrutura energética”

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— Petrobras, em comunicado à CVM

A resposta não cita a Refit diretamente, mas tampouco descarta negociações futuras sobre o terreno. A posição cautelosa da estatal reflete a complexidade do cenário: o ativo está envolvido em investigações de corrupção e acumula dívidas bilionárias com o estado e a União. A refinaria, que já foi considerada “joia da coroa” pelo governo federal em décadas passadas, enfrenta uma situação jurídica que coloca em xeque qualquer eventual negociação.


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