Após cruzar informações de reportagens publicadas por veículos de referência e o posicionamento oficial da companhia, a Petrobras informou à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) que avalia “oportunidades de negócios alinhadas à sua estratégia corporativa”, em resposta a questionamento sobre possível interesse no terreno da refinaria Refit, em Manguinhos, na zona norte do Rio de Janeiro. O ativo, alvo de investigação da Polícia Federal na Operação Sem Refino, foi anunciado como alvo de desapropriação pelo governo estadual fluminense.
Em ofício enviado na noite desta terça-feira (26), a estatal não confirmou nem negou especificamente o interesse no imóvel. A manifestação ocorre após reportagens indicarem que o governador em exercício do Rio, desembargador Ricardo Couto, teria discutido a medida com a presidente da Petrobras, Magda Chambriard. Segundo apuramento junto ao mercado, a petroleira teria interesse na área para ampliar sua capacidade de refino e infraestrutura energética na região.
“A respeito do tema, a Companhia informa que analisa de forma contínua e permanente oportunidades de negócios alinhadas à sua estratégia corporativa, incluindo iniciativas nos setores de refino, logística e infraestrutura energética”
— Petrobras, em comunicado à CVM
A resposta não cita a Refit diretamente, mas tampouco descarta negociações futuras sobre o terreno. A posição cautelosa da estatal reflete a complexidade do cenário: o ativo está envolvido em investigações de corrupção e acumula dívidas bilionárias com o estado e a União. A refinaria, que já foi considerada “joia da coroa” pelo governo federal em décadas passadas, enfrenta uma situação jurídica que coloca em xeque qualquer eventual negociação.











