sábado, 18 de julho de 2026
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Ex-chefe de governo é primeiro ex-presidente do governo investigado criminalmente na Espanha; sumário tem cerca de 4.000 páginas

Zapatero tem depoimento adiado no caso Plus Ultra de tráfico de influência

· 2 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • O ex-governante de 2004 a 2011 é o primeiro ex-chefe de Estado investigado criminalmente na Espanha democrática.
  • O adiamento foi concedido devido à extensão do sumário, com cerca de 4.000 páginas e oito tomos.
  • O caso investiga tráfico de influência no resgate público de 2020 à companhia aérea Plus Ultra.
  • Novos relatórios policiais revelam tentativas de boicotar as investigações sobre o resgate milionário.
  • A polícia encontrou joias avaliadas em até 50 mil euros em cofre no escritório de Zapatero em Madrid.

O ex-presidente do governo espanhol José Luis Rodríguez Zapatero obteve nesta terça-feira (26) o adiamento de seu depoimento judicial no Caso Plus Ultra, processo que o torna o primeiro ex-chefe de governo da Espanha democrática a ser investigado criminalmente por tráfico de influência.

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Um juiz da Audiência Nacional acolheu o pedido de Zapatero para postergar sua declaração, inicialmente agendada para 2 de junho. O ex-governante argumentou necessidade de mais tempo para analisar o sumário — oito tomos e cerca de 4.000 páginas, segundo a Justiça espanhola. Os depoimentos foram reprogramados para 17 e 18 de junho.

A imputação, tornada pública em 25 de maio, apura suposto tráfico de influência no resgate público de 53 milhões de euros concedido à companhia aérea Plus Ultra em 2020 pela SEPI (Sociedad Estatal de Participaciones Industriales). Zapatero, que governou a Espanha de 2004 a 2011 pelo Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), atua desde 2011 como mediador internacional, incluindo papéis em processos de paz na Colômbia e negociações com a Venezuela.

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