Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (22) testou pela primeira vez o nome da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) em cenários eleitorais contra o presidente Lula (PT). No primeiro turno, Michelle aparece com 22% das intenções de voto, contra 41% de Lula, segundo o levantamento.
No segundo turno, a diferença se reduz: Lula tem 48%, e Michelle, 43%. O desempenho dela no segundo turno é praticamente o mesmo do enteado, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que marcou 47% contra 48% de Lula no mesmo cenário, de acordo com o Datafolha.
A pesquisa foi divulgada pelo instituto e repercutida por veículos como Veja, Correio Braziliense e Metrópoles. É a primeira vez que o instituto testa a viabilidade eleitoral de Michelle como potencial substituta de Jair Bolsonaro, inelegível até 2030.
Michelle versus Flávio: diferença no primeiro turno
No primeiro turno, o nome de Michelle (22%) fica 25 pontos percentuais abaixo do de Flávio (47%) no mesmo cenário contra Lula (41%). A diferença indica que, embora a ex-primeira-dama tenha potencial de crescimento no segundo turno, sua capilaridade inicial é menor que a do senador, que já tem mandato e exposição nacional.
O Datafolha não divulgou a margem de erro nem o período de coleta da pesquisa. Os números, no entanto, já circulam nos bastidores políticos como um termômetro da força eleitoral de Michelle, que tem sido cotada internamente no PL como possível candidata à Presidência.
Reações e direito de resposta
Até a publicação desta reportagem, nem o PL, nem o PT, nem os citados — Michelle Bolsonaro, Lula ou Flávio Bolsonaro — se manifestaram oficialmente sobre os números do Datafolha. O PIRANOT busca contato com as assessorias e aguarda posicionamento.
Nos bastidores, aliados de Michelle afirmam que o desempenho no segundo turno (43%) é positivo para uma estreia em pesquisas, enquanto o entorno de Flávio aponta que o senador mantém vantagem no primeiro turno. O PT, por sua vez, não comentou os números até o momento.
Próximos passos
A pesquisa permite que o PL avalie formalmente a viabilidade de Michelle como candidata, em substituição a Flávio. A decisão final, porém, depende de convenção partidária e de negociações internas, além de eventuais impugnações judiciais. O Datafolha deve divulgar novos levantamentos nos próximos meses, com margem de erro e período de coleta, para consolidar a tendência.











