O colunista Octavio Guedes, do G1, analisou dados do Datafolha e concluiu que a gravação entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o banqueiro Daniel Vorcaro sobre o filme ‘Dark Horse’ teve impacto negativo na pré-campanha do parlamentar à Presidência. A avaliação foi publicada nesta sexta-feira (22).
Na gravação, revelada em maio, Flávio cobra Vorcaro a respeito de um aporte de segundo dados oficiais, R$ 61 milhões para a produção da cinebiografia de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo Guedes, o episódio transformou o senador de ‘cavalo escuro’ a ‘cavalo paraguaio’ na corrida eleitoral.
Procurada, a campanha de Flávio Bolsonaro não se manifestou até a publicação desta reportagem. O Banco Master também não respondeu aos pedidos de esclarecimento.
O que mostram os dados
O Datafolha não divulgou os percentuais exatos de intenção de voto. No entanto, a análise de Guedes indica que o caso se tornou um dos principais desafios da pré-campanha de Flávio, que tenta se descolar da imagem do pai sem perder a base bolsonarista.
No dia 21, a coluna Painel, da Folha de S.Paulo, já havia apontado que a campanha de Flávio enfrentava dificuldades, com o pré-candidato sem assumir sua parcela de responsabilidade. Em dezembro de 2025, a BBC News Brasil detalhou a engrenagem de direita por trás da produção internacional do filme.
Reações e desdobramentos
Nas redes sociais, aliados minimizaram o impacto do áudio e questionaram a representatividade da pesquisa. Já adversários como o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e o deputado Renan Santos (PSB-RJ) criticaram o senador, como noticiou o PIRANOT anteriormente.
Não há, até o momento, confirmação de que o STF ou a Polícia Federal tenham aberto inquérito sobre a conversa. Em maio, Flávio Bolsonaro admitiu ter visitado Daniel Vorcaro usando tornozeleira eletrônica, segundo reportagem do PIRANOT.











