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Presidente da comissão negocia com o governo Lula a fonte de recursos e o prazo de pagamento do programa

Renan Calheiros reagenda votação do Proagro na CAE para 26 de maio

Presidente da comissão negocia com o governo Lula a fonte de recursos e o prazo de pagamento do programa

· 3 min de leitura · Atualizado em 24.05.2026 · NEXUS A.I. do PIRANOT e Júnior Cardoso

Pontos-chave

  • Votação na CAE foi remarcada para 10h do dia 26 de maio
  • Governo Lula resiste ao uso de R$ 30 bilhões do Fundo Social do pré-sal
  • Equipe econômica propõe parcelamento das dívidas em seis anos como alternativa
  • Texto final do Proagro ainda não foi divulgado publicamente

O presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, Renan Calheiros (MDB-AL), reagendou para terça-feira (26) a votação do projeto que cria o Programa de Financiamento ao Agronegócio (Proagro). A decisão foi anunciada nesta sexta-feira (22), em meio a negociações com o governo Lula sobre o texto final da proposta.

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Segundo a Agência Senado, a sessão está marcada para as 10h. O projeto materializa no Senado as discussões entre Executivo e Congresso para equacionar as dívidas do setor agropecuário, um dos pilares da economia e peça central do Plano Safra.

O governo Lula resiste à utilização do Fundo Social do pré-sal como fonte de recursos e, em abril, chegou a propor um prazo alternativo de seis anos para o pagamento das dívidas, conforme noticiou o Jornal de Brasília. O montante exato em negociação ainda não foi detalhado pelas partes.

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Negociação sobre fonte de recursos e prazo

O cerne da negociação entre Renan Calheiros e o governo Lula envolve dois pontos: a origem dos recursos e o prazo de pagamento. O governo resiste a destinar parte do Fundo Social do pré-sal, criado para financiar projetos sociais e de combate às mudanças climáticas, e defende um parcelamento em seis anos.

O texto final do Proagro, no entanto, ainda não foi divulgado publicamente, o que impede a verificação de cláusulas e valores exatos.

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Como informou o PIRANOT em 19 de maio, a Alesp aprovou mudanças no fundo de financiamento do agronegócio em âmbito estadual, sinalizando a relevância do tema para os produtores rurais de Piracicaba e região.

Impacto no Plano Safra e no produtor rural

A votação do Proagro é acompanhada de perto pelo setor produtivo, especialmente em Piracicaba, um polo do agronegócio paulista. O programa de financiamento impacta diretamente o custeio da produção agrícola e as condições do Plano Safra, que define os recursos disponíveis para os agricultores.

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Entidades do setor, como a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), ainda não se manifestaram publicamente sobre o texto negociado entre Renan e o governo. A ausência de posicionamento oficial mantém em aberto a reação dos produtores ao formato final do programa.

O senador Renan Calheiros, relator do projeto, não detalhou o teor do substitutivo em negociação. A oposição no Senado também não se pronunciou sobre possíveis obstruções ou obstáculos regimentais na votação em plenário, caso o texto seja aprovado na CAE.

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Próximos passos após a votação na CAE

Se aprovado na CAE na terça-feira (26), o Proagro seguirá para o plenário do Senado, onde precisará de maioria simples para ser aprovado. O calendário legislativo, no entanto, pode ser afetado por outras pautas em tramitação, como a regulamentação da PEC do fim da escala 6×1 e projetos rurais na Câmara.

O governo Lula ainda não confirmou se apoiará o texto final negociado com Renan Calheiros. A definição sobre a fonte de recursos — se o Fundo do pré-sal ou uma alternativa com prazo de seis anos — deve ser o ponto central da votação. Até lá, o texto final do projeto permanece sob sigilo, e as negociações continuam nos bastidores do Congresso.


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