Lazare, um spaniel francês de 30 anos e cinco meses, morreu na França em 14 de maio de 2026. O título de cachorro mais velho do mundo, porém, ainda não foi confirmado pelo Guinness World Records, que investiga a veracidade da idade declarada. A tutora Ophélie Boudol, de 29 anos, anunciou a morte em uma homenagem no Instagram em 15 de maio de 2026. O cão nasceu em 4 de dezembro de 1995, segundo Boudol.
A expectativa de vida média para a raça spaniel francês é de 15 anos, metade da idade alcançada por Lazare. O animal já apresentava sinais avançados de idade, como surdez, cegueira e passava a maior parte do dia dormindo, de acordo com relatos da tutora. A longevidade extrema levanta dúvidas sobre a precisão da datação, especialmente após o Guinness ter revisado o recorde anterior de Bobi, um cão português que perdeu o título após investigação.
Guinness apura validade do recorde canino
A AFP, agência de notícias, entrou em contato com o Guinness World Records para verificar a autenticidade da idade de Lazare. O órgão confirmou que está apurando o caso, mas ainda não emitiu um certificado oficial. “Lazare havia sido recentemente inscrito para avaliação do Guinness World Records”, afirmou Ophélie Boudol, mas a confirmação definitiva depende de documentação e evidências.
“O spaniel francês Lazare, apontado como o cachorro mais velho do mundo, morreu aos 30 anos e cinco meses em 14 de maio de 2026”, declarou Boudol à AFP. A ausência de validação oficial impede que o recorde seja considerado definitivo, repetindo o que ocorreu com Bobi, que teve o título cassado em 2024 após o Guinness concluir que a idade alegada não podia ser comprovada.
Longevidade extrema desafia expectativa da raça
A idade de Lazare supera em mais de 15 anos a expectativa de vida típica dos spaniels franceses, que geralmente vivem até 15 anos. A raça, descrita como “spaniel toy” com orelhas em forma de borboleta, não costuma ultrapassar os 18 anos mesmo com cuidados intensivos. A longevidade extrema em cães geralmente está associada a fatores genéticos e ambientais raros, mas a falta de registros veterinários independentes dificulta a verificação.
O caso de Bobi, um Rafeiro do Alentejo que chegou a ser reconhecido como o mais velho com 31 anos, serve de alerta. Após investigação, o Guinness retirou o título por inconsistências nos documentos de registro. A situação de Lazare segue em análise, e a comunidade de criadores e tutores aguarda uma posição oficial.











