sábado, 18 de julho de 2026
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Levantamento com 382 profissionais aponta que maioria das empresas ainda não automatiza processos com inteligência artificial

Maioria dos profissionais brasileiros opera IA como iniciante, aponta levantamento

Levantamento com 382 profissionais aponta que maioria das empresas ainda não automatiza processos com inteligência artificial

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • 61% dos profissionais brasileiros operam IA em nível iniciante, segundo pesquisa com 382 profissionais
  • A baixa automação atinge médias e grandes empresas, com apenas 39% em nível intermediário ou avançado
  • 94% das organizações veem impacto positivo da IA na produtividade, mas implementação enfrenta barreiras
  • PBIA aponta necessidade de capacitação e investimentos para superar o gargalo de mão de obra

Seis em cada dez profissionais brasileiros que atuam em médias e grandes empresas operam ferramentas de Inteligência Artificial em nível iniciante. É o que aponta levantamento divulgado em 15 de maio de 2026, que ouviu 382 profissionais. O dado acende um alerta sobre a baixa maturidade digital do país e os riscos para a produtividade das organizações.

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O Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA), lançado pelo governo federal em 2024, já reconhecia a capacitação como gargalo central. O plano prevê investimentos em centros de excelência e parcerias com universidades, mas os números mostram que os resultados ainda não chegaram ao chão das empresas.

A Pesquisa TIC Empresas 2024, do Cetic.br, reforça o diagnóstico: apenas 23% das empresas brasileiras utilizam IA de forma estruturada. O texto do PBIA é direto ao apontar que “a falta de profissionais capacitados é um dos principais entraves para a adoção da IA”.

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Baixa maturidade atinge inclusive grandes empregadores

O levantamento indica que o problema não se restringe a pequenos negócios com orçamento enxuto. Mesmo entre médias e grandes empresas, a automação baseada em IA ainda engatinha. A mesma pesquisa do Cetic.br revela que somente 18% das organizações oferecem algum tipo de capacitação em IA para seus funcionários.

A amostra de 382 profissionais, embora modesta, ganha relevância ao ser contrastada com os dados nacionais do Cetic.br. O cenário sugere um padrão: as empresas reconhecem o valor da tecnologia, mas não conseguem transformar o discurso em adoção prática.

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Barreiras vão de custo a resistência cultural

Entre os obstáculos mapeados estão a ausência de estratégia clara, o custo de implementação e a resistência cultural dentro das organizações. O levantamento aponta que 94% das companhias consideram o impacto da IA na produtividade positivo, mas a implementação efetiva esbarra nesses entraves.

O estudo não detalha as razões específicas que mantêm 61% dos profissionais no nível iniciante. Dados do Cetic.br, porém, indicam que a falta de treinamento estruturado e a complexidade das ferramentas estão entre os fatores que travam o salto de maturidade.

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Competitividade em risco no mercado global

A lentidão na adoção de IA pode custar caro às empresas brasileiras em um mercado global cada vez mais digitalizado. O ganho de eficiência proporcionado pela tecnologia torna-se diferencial competitivo, e o atraso tende a ampliar a distância para concorrentes internacionais.

O PBIA é categórico ao afirmar que “o Brasil precisa acelerar a adoção de IA para garantir sua produtividade e competitividade”. O plano prevê a criação de centros de excelência e a ampliação de parcerias com universidades, mas os números atuais mostram que há um longo caminho entre a intenção e a prática.

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