sábado, 18 de julho de 2026
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Sexta fase da Compliance Zero mirou Henrique Vorcaro e outros seis; grupo usava policiais federais para consultas indevidas e ameaças.

Operação Compliance Zero: PF prende pai de banqueiro e policiais por vazamento de dados sigilosos

Sexta fase da Compliance Zero mirou Henrique Vorcaro e outros seis; grupo usava policiais federais para consultas indevidas e ameaças.

· 4 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • PF prendeu 7 pessoas na 6ª fase da Compliance Zero, incluindo Henrique Vorcaro
  • Grupo usava policiais federais para consultar sistemas internos e obter dados sigilosos
  • Núcleo tecnológico liderado por 'Sicário' fazia ataques cibernéticos; núcleo violento ameaçava adversários
  • Defesa de Henrique Vorcaro contesta legalidade da prisão

A Polícia Federal prendeu em 14 de maio sete pessoas na 6ª fase da Operação Compliance Zero, entre elas Henrique Vorcaro, pai do banqueiro Daniel Vorcaro. A investigação aponta que o grupo criminoso utilizava policiais federais para obter dados sigilosos e realizar ameaças a adversários.

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A Polícia Federal informou que o núcleo liderado por Marilson Roseno da Silva era composto por policiais federais da ativa e aposentados. Eles consultavam sistemas internos da corporação para levantar informações sigilosas. A decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que autorizou a operação, descreve o grupo como “voltado para a prática de ameaças, intimidações presenciais, coerções, levantamentos clandestinos, obtenção de dados sigilosos e acessos indevidos a sistemas governamentais”.

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Henrique Vorcaro é apontado como operador financeiro do esquema, responsável por demandar os serviços e efetuar os pagamentos. A defesa dele contestou a prisão em nota, afirmando que “a decisão se baseia em fatos que, segundo os advogados, ainda não tiveram sua legalidade e justificativa comprovadas no processo”.

Infiltração de policiais em circuitos informacionais sensíveis

Entre os policiais federais investigados estão Sebastião Monteiro Júnior, aposentado, e Anderson Wander da Silva Lima, da ativa, lotado na Superintendência Regional da PF no Rio de Janeiro. Também são alvos a delegada Valéria Vieira Pereira da Silva e o policial aposentado Francisco José Pereira da Silva. A corporação indicou que eles repassavam informações sigilosas a Marilson Roseno a partir de consultas no sistema e-Pol.

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A decisão judicial cita ainda Manoel Mendes Rodrigues, apresentado como “empresário do jogo” no Rio de Janeiro e líder de um braço local do grupo. Para a Polícia Federal, o conjunto de condutas aponta para uma infiltração do grupo em “circuitos informacionais sensíveis”, com uso de pessoas próximas ou funcionalmente habilitadas para facilitar a circulação de recursos financeiros e de dados sigilosos.

Seis fases da operação revelam núcleos tecnológico e violento

A Operação Compliance Zero investiga fraudes financeiras ligadas ao Banco Master e já teve seis fases. A primeira foi em março de 2023. A Polícia Federal identificou dois núcleos criminosos: um de perfil tecnológico, voltado para ataques cibernéticos e invasões telemáticas, e outro violento, responsável por ameaças presenciais. O núcleo tecnológico era liderado por Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, que se suicidou após ser preso em março.

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O núcleo violento, conforme a Polícia Federal, era integrado por Victor Lima Sedlmaier. Após a prisão do cunhado de Henrique Vorcaro, Sedlmaier teria ido até a casa dele e removido bens e equipamentos. A PF afirma que a ação “revela atuação imediatamente posterior à fuga ou evasão de David, em contexto objetivamente compatível com a desmobilização do imóvel, retirada de objetos de interesse investigativo e possível supressão de elementos probatórios”.

Prisão de Henrique Vorcaro e manifestação da defesa

Henrique Vorcaro foi preso em Nova Lima, na região metropolitana de Belo Horizonte. Ele é um dos sete alvos de mandados de prisão preventiva. A defesa de Vorcaro contestou a legalidade da prisão em nota. “A decisão se baseia em fatos que ainda não tiveram sua legalidade e justificativa comprovadas no processo”, diz o texto. A Polícia Federal continua as investigações para identificar outros envolvidos.

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