sábado, 18 de julho de 2026
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Documentos obtidos pelo Intercept Brasil indicam que Daniel Vorcaro negociou aporte com Flávio Bolsonaro; produtor Mário Frias nega envolvimento

Cinebiografia de Bolsonaro tem R$ 61 mi de empresário investigado pela PF, aponta Intercept

Documentos obtidos pelo Intercept Brasil indicam que Daniel Vorcaro negociou aporte com Flávio Bolsonaro; produtor Mário Frias nega envolvimento

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Intercept Brasil obteve documentos que indicam repasse de R$ 61 milhões de Daniel Vorcaro para o filme
  • Mário Frias negou inicialmente, mas depois admitiu 'diferença de interpretação' sobre a origem do dinheiro
  • Flávio Bolsonaro teria negociado R$ 134 milhões com Vorcaro, segundo as mesmas fontes
  • Filme 'Dark Horse' estreia em 2026, com Jim Caviezel como Bolsonaro
  • Produção abriu fundo nos EUA para captação, mas origem dos recursos segue sob suspeita

O empresário Daniel Vorcaro, investigado pela Polícia Federal, teria repassado R$ 61 milhões para a produção do filme “Dark Horse”, cinebiografia de Jair Bolsonaro, segundo documentos e mensagens obtidos pelo Intercept Brasil. O produtor executivo Mário Frias nega o repasse e afirma que “não há um único centavo” do empresário no projeto. O filme, estrelado por Jim Caviezel no papel de Bolsonaro, retrata a primeira candidatura presidencial do ex-presidente em 2018. A produção, com previsão de estreia para 2026, ganhou destaque pelo elenco de Hollywood e pela suspeita de financiamento de Vorcaro, dono do Banco Master e alvo de investigações da PF por irregularidades financeiras.

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Os documentos obtidos pelo Intercept Brasil indicam que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) teria negociado R$ 134 milhões com Vorcaro para o filme, valor superior ao inicialmente divulgado.

A informação contradiz declarações oficiais da produção, que sempre negou qualquer aporte do empresário.

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Mário Frias nega, mas admite ‘diferença de interpretação’

Em publicação no X, o deputado federal Mário Frias (PL-SP), produtor executivo de “Dark Horse”, afirmou que “não há um único centavo de Daniel Vorcaro no filme”. A declaração foi feita após a divulgação das primeiras cenas do longa, que mostram a comparação entre os atores e os membros da família Bolsonaro.

Dias depois, Frias recuou parcialmente. Em nota, ele afirmou: “Na condição de produtor executivo do longa-metragem Dark Horse, sobre a trajetória do presidente Jair Bolsonaro, esclareço: 1. O senador Flávio Bolsonaro nunca participou de negociações financeiras do filme. 2. Houve uma diferença de interpretação sobre a origem formal de dinheiro que financiou o filme sobre o ex-presidente.”

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A declaração sugere que, embora negue o envolvimento direto de Vorcaro, a produção reconhece que parte dos recursos pode ter origem questionável.

A produtora do filme, cujo nome não foi divulgado, também negou patrocínio de Vorcaro.

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Até o momento, Daniel Vorcaro não se manifestou publicamente sobre as acusações.

Primeiras cenas e fundo nos EUA

A produção divulgou as primeiras imagens de “Dark Horse”, mostrando Jim Caviezel caracterizado como Jair Bolsonaro e os atores que interpretam seus filhos e aliados. As cenas foram comparadas a fotos reais da família Bolsonaro, gerando engajamento nas redes sociais.

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Mário Frias informou que foi aberto um fundo patrimonial exclusivo para o filme nos Estados Unidos, com o objetivo de captar recursos internacionais. “Até cafezinho tem nota”, afirmou Frias, tentando demonstrar transparência financeira.

A estreia está prevista para o segundo semestre de 2026.

A polêmica em torno do financiamento levanta questões sobre a legalidade dos recursos e o possível uso de laranjas ou empresas de fachada. O Intercept Brasil continua investigando o caso, e novas revelações podem surgir nos próximos dias.


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