Um incêndio residencial a cada dois dias em Campinas e o aumento de 707% na área queimada em Piracicaba em 2024 transformaram a presença de extintores em casa de medida preventiva a necessidade imediata. O equipamento mais indicado para uso doméstico é o de pó químico seco ABC, que combate fogo em materiais sólidos (classe A), líquidos inflamáveis (B) e equipamentos elétricos energizados (C).
Dados do Corpo de Bombeiros de São Paulo mostram que as ocorrências de incêndio estrutural cresceram 12,6% em Campinas no último ano. Em Piracicaba, os focos de queimada mais que quintuplicaram entre 2023 e 2024, conforme a corporação.
Recomendações da ABNT para instalação
Embora não haja lei que obrigue residências a ter extintor, a ABNT NBR 12693 recomenda que o aparelho seja fixado em paredes ou colocado em suporte de piso, com a parte superior a, no máximo, 1,60 metro do chão. O local deve ser de fácil acesso, longe de fontes de calor e fora do alcance de crianças.
Cuidados específicos na cozinha
O extintor ABC, porém, não é eficaz contra incêndios envolvendo óleo de cozinha — a chamada classe K. Para esses casos, o Corpo de Bombeiros recomenda o extintor específico para gordura vegetal ou animal, que age por resfriamento e abafamento. A orientação é manter um equipamento ABC em área central da casa e, quando possível, um modelo de classe K próximo ao fogão, mas nunca sobre ele.
Dados do Instituto Sprinkler Brasil indicam que 42% dos incêndios estruturais no país começam na cozinha. O preço médio de um extintor ABC de 2 kg gira em torno de R$ 150, enquanto o de classe K custa a partir de R$ 300.
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