sábado, 18 de julho de 2026
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Após rejeição histórica ao STF e derrubada de veto, Planalto busca trégua; presidente do Senado condiciona nova indicação a 2027

Governo busca reaproximação com Alcolumbre após derrotas no Congresso

Após rejeição histórica ao STF e derrubada de veto, Planalto busca trégua; presidente do Senado condiciona nova indicação a 2027

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Lula determinou que ministros retomassem diálogo com Davi Alcolumbre após duas derrotas no Congresso.
  • A indicação de Jorge Messias ao STF foi rejeitada por 42 senadores, e o veto à lei que reduz penas do 8/1 foi derrubado.
  • Alcolumbre condicionou trégua a novo nome para o STF apenas em 2027, após a eleição presidencial.
  • As derrotas revelam fragilidade da base governista e poder de barganha do presidente do Senado.

O Palácio do Planalto iniciou uma ofensiva para reaproximar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, depois de sofrer duas derrotas consecutivas no Congresso na semana passada. Os primeiros contatos foram feitos pelos ministros José Múcio (Defesa) e José Guimarães (Relações Institucionais), em reuniões separadas com Alcolumbre na residência oficial do Senado nos dias 5 e 6 de maio, segundo apuração da imprensa.

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A investida do governo ocorre após o Senado rejeitar a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal por 42 votos a 34, em 29 de abril — a primeira vez desde a redemocratização que um nome indicado pelo presidente da República é barrado. No dia seguinte, o Congresso Nacional derrubou o veto de Lula ao projeto de lei que reduz penas de condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro. Foram 49 votos de senadores e 318 de deputados favoráveis à derrubada, conforme registros oficiais da Câmara.

Recado de Alcolumbre sobre nova indicação ao STF

Nas conversas, Alcolumbre deixou claro que o momento não é propício para uma nova indicação ao STF, mensagem que foi transmitida a Lula. Segundo relatos obtidos pela imprensa, o presidente do Senado afirmou ao ministro José Múcio que “não é o momento de Lula fazer nova indicação” e sugeriu que o nome só deveria ser enviado em 2027, após a próxima eleição presidencial.

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Aliados do governo interpretam a fala como uma imposição de Alcolumbre, que articulou com a oposição para derrotar o Planalto. A rejeição de Messias expôs a fragilidade da base governista no Senado, onde parlamentares do União Brasil — partido de Alcolumbre — e de outras siglas do centrão se rebelaram.

Mesmo antes das derrotas, a relação entre Lula e Alcolumbre já vinha desgastada, com acusações de que o governo não honrava acordos políticos. Agora, o Palácio do Planalto avalia ceder a demandas do Senado para destravar a pauta econômica, enquanto interlocutores afirmam que Alcolumbre se dispôs a um encontro com Lula, mas sob suas condições.

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