sábado, 18 de julho de 2026
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Cooperação consolida modelo de atuação conjunta após operação que cumpriu 45 mandados em 11 estados

Anvisa e PF firmam acordo para combater venda ilegal de canetas emagrecedoras

Cooperação consolida modelo de atuação conjunta após operação que cumpriu 45 mandados em 11 estados

· 2 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Anvisa e PF firmarão acordo para combater comércio ilegal de canetas emagrecedoras
  • Ação visa reduzir eventos adversos associados a produtos sem registro e sem prescrição
  • Operação Heavy Pen, em agosto, cumpriu 45 mandados de busca e apreensão em 11 estados
  • Venda irregular ocorre inclusive em plataformas digitais, expondo consumidores a riscos

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Polícia Federal (PF) vão assinar um acordo de cooperação para intensificar o combate ao comércio ilegal de medicamentos injetáveis para perda de peso, como os que contêm tirzepatida e semaglutida. A parceria responde ao aumento expressivo de eventos adversos associados ao uso desses produtos sem prescrição médica ou com formulações sem garantia de qualidade.

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O anúncio foi feito pelo diretor da Anvisa, Daniel Pereira, durante a 7ª Reunião Pública da diretoria da agência, em 6 de novembro. A cooperação permitirá ações integradas de fiscalização e investigação para frear a importação, produção e venda irregular de canetas emagrecedoras, inclusive em plataformas digitais.

“Esta articulação ganha ainda mais relevância diante do aumento expressivo de eventos adversos associados ao uso destes medicamentos, muitas vezes sem prescrição médica ou com produtos sem qualquer garantia de qualidade, pureza ou segurança”, declarou Pereira.

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Operação Heavy Pen mobilizou 11 estados

O acordo formaliza um modelo de atuação testado em operações pontuais, como a Heavy Pen, deflagrada no mês passado. Foram cumpridos 45 mandados de busca e apreensão e realizadas 24 ações de fiscalização em Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná, Roraima, Rio Grande do Norte, São Paulo, Sergipe e Santa Catarina.

Pereira destacou que a iniciativa consolida um trabalho preventivo e integrado, indo além de respostas isoladas. A proposta é desarticular redes criminosas que lucram com a venda de substâncias não registradas, expondo consumidores a riscos graves à saúde.

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A Anvisa não forneceu estimativa do volume financeiro movimentado por esse mercado clandestino, mas o crescimento da demanda por tratamentos contra obesidade ampliou a oferta ilegal. A agência reforçou que apenas medicamentos com registro regular, vendidos sob prescrição e em canais autorizados, oferecem segurança ao paciente.


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