sábado, 18 de julho de 2026
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Apesar do resultado recorde no 1º trimestre, alta da inadimplência e reação negativa do mercado acendem alerta sobre o custo do crédito.

Bradesco registra lucro de R$ 6,81 bilhões no 1º trimestre, mas inadimplência sobe e ações caem

Apesar do resultado recorde no 1º trimestre, alta da inadimplência e reação negativa do mercado acendem alerta sobre o custo do crédito.

· 5 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Lucro líquido recorrente de R$ 6,81 bilhões, alta de 16,1% sobre 2025.
  • Inadimplência acima de 90 dias sobe para 4,6%, maior que trimestre anterior.
  • Ações do Bradesco (BBDC4) caem 3,2% após divulgação do balanço.
  • Provisões para devedores duvidosos crescem 22,7% na comparação anual.

O Bradesco registrou lucro líquido recorrente de R$ 6,81 bilhões no primeiro trimestre de 2026, alta de 16,1% sobre o mesmo período do ano anterior. O resultado, impulsionado pela expansão do crédito e pelo braço de seguros, contrasta com a piora da inadimplência e a queda de 3,2% nas ações preferenciais do banco no pregão seguinte à divulgação do balanço.

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A carteira de crédito expandida atingiu R$ 1,046 trilhão, avanço de 10,7% em doze meses, com destaque para as linhas de pessoa física e pequenas e médias empresas, conforme dados do balanço. A margem financeira com clientes — o spread — alcançou R$ 19,5 bilhões, crescimento anual de 16,3%, refletindo a estratégia de expansão em um cenário de juros ainda elevados.

O índice de rentabilidade sobre o patrimônio líquido (ROAE) subiu para 15,8%, beneficiado pela maior geração de receitas com tarifas e seguros. Contudo, o crescimento acelerado da carteira começa a gerar ruídos: a inadimplência acima de 90 dias subiu para 4,6%, ante 4,2% no trimestre anterior, e as provisões para devedores duvidosos cresceram 22,7% na comparação anual, sinalizando maior risco no crédito.

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Inadimplência e provisões sobem em cenário de juros altos

O índice de inadimplência do Bradesco acima de 90 dias subiu para 4,2% no primeiro trimestre, alta de 0,1 ponto percentual tanto na comparação trimestral quanto na anual, segundo dados do balanço. A provisão para perdas esperadas com calotes totalizou R$ 58 bilhões, com leve crescimento de 0,6% em relação ao mesmo período do ano anterior.

O cenário de juros elevados — com a Selic mantida em 14,50% ao ano pelo Banco Central — pressiona a capacidade de pagamento de famílias e empresas, elevando o risco de crédito. “A gente tem que ficar atento à inadimplência, que subiu um pouquinho, mas está dentro do que a gente esperava”, declarou o presidente do Bradesco, Marcelo Noronha, em teleconferência com analistas.

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Apesar do lucro recorde, o aumento da inadimplência acende um alerta sobre o custo do crédito mais caro para os brasileiros, como analisado em reportagem sobre o lucro do Bradesco no 1º trimestre.

Mercado reage com pessimismo e ações caem 3,2%

As ações preferenciais do Bradesco (BBDC4) recuaram 3,2% no pregão seguinte à divulgação do balanço, segundo dados da B3. O movimento reflete a desconfiança de investidores com a qualidade do crédito e o ambiente macroeconômico, apesar do lucro líquido recorrente de R$ 6,811 bilhões no primeiro trimestre.

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A rentabilidade sobre o patrimônio líquido (ROAE) subiu para 15,8%, mas não foi suficiente para animar o mercado. Analistas apontam que o aumento da inadimplência e o custo do crédito mais elevado pressionam as perspectivas para os próximos trimestres, em um cenário de juros ainda altos e endividamento das famílias.

O banco, por sua vez, destacou a expansão da margem financeira e o controle de despesas como fatores positivos do período. A reação negativa do mercado, contudo, sinaliza que o crescimento do crédito pode ter vindo acompanhado de maior risco.

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Impacto do lucro bilionário no bolso do consumidor

O lucro recorde de R$ 6,8 bilhões do Bradesco no primeiro trimestre de 2026 ocorre em um momento de juros elevados, o que encarece o crédito para famílias e empresas. Segundo o Banco Central, a taxa Selic permanece em patamar restritivo, impactando diretamente o custo de financiamentos e empréstimos.

A expansão da carteira de crédito do banco, principal motor do resultado, se dá justamente nesse ambiente de juros altos, o que tende a pressionar ainda mais o bolso do consumidor. O aumento da inadimplência, que subiu para 4,5% na carteira total, conforme divulgado pelo Bradesco, pode levar a instituição a adotar critérios mais rigorosos na concessão de novos empréstimos.

Além disso, os spreads bancários — a diferença entre o custo de captação e a taxa cobrada dos clientes — podem ser elevados para compensar o risco de calote. O contraste entre o lucro bilionário e o endividamento das famílias brasileiras, que segue em patamar elevado segundo dados do Banco Central, revela um cenário desafiador para os consumidores.

Perguntas frequentes

Qual foi o lucro do Bradesco no primeiro trimestre de 2026?

O Bradesco registrou lucro líquido recorrente de R$ 6,81 bilhões, alta de 16,1% em relação ao mesmo período de 2025, impulsionado pela expansão da carteira de crédito e pelo desempenho do braço de seguros.

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Por que as ações do Bradesco caíram após o balanço?

As ações preferenciais recuaram 3,2% devido à desconfiança dos investidores com o aumento da inadimplência e o ambiente de juros elevados, que pressionam a qualidade do crédito e as perspectivas futuras do banco.

Como o lucro do Bradesco afeta o consumidor?

O lucro recorde ocorre em um cenário de juros altos, o que encarece empréstimos e financiamentos. A alta da inadimplência pode levar o banco a restringir o crédito e aumentar os spreads, elevando o custo para os consumidores.


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