O preço das passagens aéreas no Brasil superou a barreira dos R$ 700 e deve subir ainda mais. A Petrobras anunciou um aumento de 18% no querosene de aviação (QAV) a partir desta sexta-feira (1º de maio de 2026), elevando o custo para as companhias aéreas. As tarifas já acumulam alta de 19,3% nos últimos 12 meses, segundo dados da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
O reajuste, de R$ 1 por litro, reflete a disparada do petróleo no mercado internacional. A cotação do Brent, referência global, oscilou fortemente nas últimas semanas. A pressão veio do fechamento do Estreito de Ormuz após ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã, conforme indicadores da Investing.com.
A estatal atribuiu a alta à necessidade de alinhamento com os preços globais. “Esse reajuste reflete a volatilidade do mercado global de energia e a necessidade de alinhamento com os preços internacionais”, declarou a Petrobras em comunicado. Como medida de mitigação, a companhia manteve o parcelamento do pagamento do QAV em seis vezes para as empresas aéreas, iniciativa adotada desde 2025 para aliviar o fluxo de caixa do setor.
Alta acumulada do QAV em 2026 chega a 90%
O querosene de aviação (QAV) já acumula alta de cerca de 90% em 2026, segundo dados da Agência Brasil. O combustível representa aproximadamente 40% dos custos operacionais das companhias aéreas, sendo o principal fator da disparada nas tarifas.
Apenas em maio, a Petrobras anunciou o reajuste de 18% que entra em vigor nesta sexta-feira. A escalada reflete a volatilidade do petróleo no mercado internacional, agravada por tensões geopolíticas como o conflito no Irã.
Com margens cada vez mais estreitas, as empresas aéreas tentam repassar o custo aos passageiros. “O QAV é o principal insumo do setor, e esse reajuste terá impacto direto no bolso do passageiro”, afirmou o presidente da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear), Eduardo Sanovicz, em nota.
Passagens aéreas disparam e superam R$ 700 na média
O preço médio das passagens aéreas no Brasil atingiu R$ 712,40 em março, valor 19,3% superior ao registrado no mesmo mês de 2025, segundo a Anac. A combinação de demanda aquecida e custos operacionais elevados pressiona o orçamento das famílias, que encontram cada vez menos opções de voos baratos.
Especialistas do setor apontam que o repasse às tarifas deve ocorrer nas próximas semanas, com reajustes que podem variar entre 5% e 8%, conforme estimativas da Abear. A situação preocupa o setor de turismo, que teme retração na demanda por viagens domésticas.
Para o consumidor, a orientação é planejar viagens com antecedência e monitorar promoções, já que a tendência é de novos aumentos nos próximos meses. A Anac informou que a tarifa média doméstica já reflete a pressão do QAV, e o novo reajuste deve aprofundar esse cenário.
❓ Perguntas frequentes
Por que a Petrobras aumentou o querosene de aviação?
A alta de 18% reflete a volatilidade do petróleo no mercado internacional, agravada por tensões geopolíticas como o fechamento do Estreito de Ormuz após ataques ao Irã, o que elevou a cotação global da commodity.
Quanto custa em média uma passagem aérea no Brasil?
Segundo a Anac, a tarifa média doméstica atingiu R$ 712,40 em março de 2026, com alta de 19,3% em relação ao mesmo mês de 2025. O valor deve subir ainda mais com o reajuste do QAV.
O que as companhias aéreas estão fazendo para conter o aumento?
A Petrobras manteve o parcelamento do pagamento do QAV em seis vezes para aliviar o fluxo de caixa das empresas, mas a medida não neutraliza o impacto do aumento no custo operacional, que deve ser repassado às tarifas.











