A Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma da China (NDRC) proibiu a aquisição da startup de inteligência artificial Manus pela Meta, avaliada em US$ 2 bilhões, sob alegação de riscos à segurança nacional. A decisão, tomada em 28 de abril, obriga a gigante americana a reverter o negócio fechado em janeiro.
A compra foi realizada por meio de uma subsidiária da Meta em Singapura, explorando brechas na legislação local para contornar restrições dos EUA e da China. Segundo o Wall Street Journal, a Manus foi criada na China, mas tem sede em Singapura, país com regras mais flexíveis para fusões envolvendo tecnologia sensível.
O recuo, porém, é complexo e oneroso. Investidores da Manus já receberam parte do pagamento em ações e dinheiro, o que torna a desistência juridicamente delicada. A Meta avalia perder até US$ 500 milhões em custos de reversão e honorários advocatícios.
China bloqueia aquisição da Manus pela Meta
A NDRC proibiu a compra alegando que a transferência de tecnologia de IA para uma empresa americana ameaça a segurança nacional. A decisão foi divulgada em 28 de abril de 2026, após meses de investigação. A Manus desenvolve modelos de linguagem de grande escala, considerados críticos para o desenvolvimento estratégico chinês.
“A China não permitirá que tecnologias críticas de IA caiam em mãos estrangeiras, especialmente de concorrentes diretos”, afirmou um porta-voz do Ministério do Comércio chinês, em nota oficial. O caso expõe os riscos geopolíticos em negócios de IA e pode levar a Meta a repensar sua estratégia de aquisições no exterior.
Para analistas, o bloqueio sinaliza um endurecimento de Pequim contra aquisições estrangeiras em setores estratégicos. A medida pode afetar não apenas a Meta, mas todo o ecossistema de startups de IA que dependem de capital estrangeiro.
Brecha em Singapura permitiu contorno de restrições
A estrutura societária da Manus revela uma brecha jurídica que permitiu à Meta tentar driblar restrições de investimento tanto nos Estados Unidos quanto na China. A empresa foi criada na China, mas tem sede em Singapura, país com regras mais flexíveis para fusões e aquisições envolvendo tecnologia sensível.
Segundo o Wall Street Journal, essa configuração teria possibilitado que a Meta iniciasse negociações sem passar pelos filtros regulatórios que bloqueariam o negócio em Pequim ou Washington. A Manus está sujeita a restrições de exportação de tecnologia impostas pelos EUA e a controles de capital estrangeiro determinados pela China.
“A decisão de Pequim mostra que não há atalhos para contornar a soberania tecnológica chinesa” — afirmou o ministro do Comércio chinês, Wang Wentao, em nota oficial. O caso expõe fragilidades nos sistemas de supervisão de fusões de IA, setor considerado estratégico por ambos os países.
Impacto para Meta e mercado de IA
A decisão chinesa força a Meta a reverter um negócio de US$ 2 bilhões e pode atrasar seus planos de competir no mercado de inteligência artificial generativa, especialmente após o lançamento do modelo LLaMA 4. Segundo relatório do governo chinês, a compra violou leis de segurança nacional e transferência de tecnologia sensível.
O bloqueio sinaliza um endurecimento de Pequim contra aquisições estrangeiras em setores estratégicos, afetando não apenas a Meta, mas todo o ecossistema de startups de IA. ‘A China não permitirá que empresas americanas adquiram tecnologia crítica sem autorização’, afirmou Wang Wentao, em comunicado oficial.
A medida pode levar a um efeito cascata, com outras potências adotando controles similares, aumentando o risco geopolítico em negócios de alto valor. Para a Meta, o recuo obrigatório representa um revés significativo em sua estratégia de expansão na área de IA.











