sábado, 18 de julho de 2026
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Vendas de títulos públicos a pessoas físicas superam janeiro; Selic a 14,75% atrai investidores.

Tesouro Direto soma R$ 14,79 bi em investimentos em março, recorde da série

Vendas de títulos públicos a pessoas físicas superam janeiro; Selic a 14,75% atrai investidores.

· 3 min de leitura · Atualizado em 08.05.2026 · NEXUS A.I. do PIRANOT - Editoria de Loterias

Pontos-chave

  • Vendas recordes de R$ 14,79 bilhões superam janeiro em 79,2%.
  • Reinvestimento de R$ 7,07 bilhões em títulos Selic vencidos impulsiona o resultado.
  • Títulos pós-fixados representam 52,7% das vendas; inflação e prefixados somam 39,1%.
  • Selic a 14,75% mantém renda fixa atrativa para investidores conservadores.

As vendas de títulos públicos do Tesouro Direto atingiram R$ 14,79 bilhões em março, o maior valor da série histórica iniciada em 2002. O recorde, divulgado pelo Tesouro Nacional, representa alta de 79,2% em relação a fevereiro e de 26,5% na comparação anual. O principal motor foi o vencimento de R$ 7,07 bilhões em títulos atrelados à Selic, integralmente reinvestidos no mesmo tipo de papel, segundo a Agência Brasil.

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Preferência por títulos pós-fixados domina as vendas

Os títulos vinculados à taxa Selic lideraram as vendas, com participação de 52,7% do total em março, conforme o Tesouro Nacional. Os papéis corrigidos pela inflação (IPCA) representaram 24%, os prefixados 15,1%, o Tesouro Renda+ 6,5% e o Tesouro Educa+ 1,6%. A predominância de pós-fixados reflete a busca por proteção em um cenário de juros elevados, já que a Selic está em 14,75% ao ano, após subir de 10,5% em setembro de 2024. Dados da CNN Brasil indicam que, no estoque total, os títulos indexados à inflação somam 51,6%, seguidos pelos atrelados à Selic (36,4%) e prefixados (12,0%).

Vencimento de R$ 7,07 bilhões impulsiona recorde

O vencimento de R$ 7,07 bilhões em títulos Selic foi o principal fator para o recorde, segundo a Agência Brasil. Os investidores optaram por reinvestir o valor no mesmo tipo de papel, mantendo a exposição à renda fixa pós-fixada. Um movimento semelhante ocorreu em janeiro, quando o recorde anterior foi motivado pela troca de títulos prefixados vencidos. A taxa básica elevada torna a renda fixa atrativa, especialmente para aplicações conservadoras de baixo risco.

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Selic alta mantém apetite por renda fixa

O apetite por títulos públicos contrasta com o impacto negativo dos juros altos sobre o endividamento das famílias, que enfrentam custos maiores de crédito. Para o investidor, contudo, o cenário favorece a alocação em ativos conservadores. O Tesouro Nacional destacou que o recorde reforça a tendência de migração para renda fixa em meio à política monetária restritiva. Com a Selic no maior patamar desde 2016, os títulos atrelados aos juros básicos seguem como opção preferencial, oferecendo proteção contra a volatilidade e rentabilidade atrativa.


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