sexta-feira, 24 de julho de 2026
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Agronegócio

Câmara aprova incentivos a fertilizantes e mudanças no seguro rural

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Profert prevê renúncia fiscal de até R$ 2 bilhões por ano e limite total de R$ 10 bilhões.
  • Texto mira reduzir a dependência externa de fertilizantes de 85% para 45% até 2050.
  • Seguro rural passaria a ser despesa obrigatória no Orçamento, sem contingenciamento.
  • Propostas ainda enfrentam debate fiscal e risco jurídico antes de eventual sanção.

A Câmara dos Deputados aprovou em 27 de maio de 2026 projetos que criam incentivos à produção de fertilizantes e mudam o seguro rural. Os textos ainda dependem de análise no Senado Federal e de sanção presidencial.

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O pacote mexe em dois custos centrais da safra para o produtor: o acesso a insumos e a proteção contra perdas. As propostas preveem renúncia fiscal para estimular a indústria nacional de fertilizantes e tornam obrigatória a despesa com o seguro rural no orçamento.

A Câmara aprovou o Programa de Desenvolvimento da Indústria de Fertilizantes, o Profert, com teto anual de R$ 2 bilhões em renúncia fiscal e limite total de R$ 10 bilhões. A proposta também prevê isenção do Adicional ao Frete para Renovação da Marinha Mercante, com limite anual de R$ 200 milhões e total de R$ 1 bilhão.

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No seguro rural, o projeto altera marcos legais e busca tornar a despesa obrigatória no orçamento. A tensão fiscal decorre da combinação entre os incentivos tributários destinados aos fertilizantes e a restrição ao contingenciamento de recursos vinculados ao seguro.

Profert incentiva a produção nacional

O Profert usa renúncia fiscal para estimular a produção interna de fertilizantes. O programa procura ampliar a oferta nacional de um insumo que tem peso direto nos custos das lavouras.

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O texto também cria uma regra de mistura obrigatória de fertilizantes nacionais. O percentual começa em 2% e chega a 10% em 2037.

Para produtores de cana-de-açúcar e grãos, o custo dos fertilizantes e a previsibilidade do seguro entram no planejamento da safra. O efeito prático, porém, dependerá do formato final aprovado pelo Congresso e da implementação dos programas.

A pauta se soma a outras pressões sobre os custos no campo. Em 26 de junho de 2026, a Câmara adiou a votação de dívidas rurais por impasse fiscal após protestos de produtores, em outra disputa entre o alívio ao setor e o impacto nas contas públicas.

Senado pode alterar textos e valores

A próxima etapa é a análise pelo Senado Federal. Em 14 de julho de 2026, a votação do projeto do seguro rural estava prevista para agosto de 2026.

Os valores de renúncia fiscal ainda podem mudar durante a votação de emendas no Senado Federal. Mesmo se aprovados pelos senadores, os projetos só passam a valer depois de sanção presidencial e publicação oficial.


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