A Fifa abriu a torcedores a entrevista coletiva oficial da final da Copa do Mundo de 2026 e passou a vender ingressos de US$ 80, cerca de R$ 406, para quem quiser acompanhar o evento presencialmente nesta sexta-feira (17), em Nova York.
A cobrança transforma um compromisso institucional da decisão, historicamente voltado à imprensa credenciada, em produto pago dentro do Fanatics Fest, feira ligada à empresa Fanatics. A iniciativa provocou críticas de torcedores e ampliou a pressão sobre a entidade em uma Copa já marcada por preços elevados.
O evento antecede a final de domingo (19), entre Argentina e Espanha, também em Nova York. A programação anuncia a presença de representantes das duas seleções finalistas, do presidente da Fifa, Gianni Infantino, e de nomes ligados à entidade.
Coletiva vira atração paga antes da final
A abertura da coletiva ao público pagante desloca a fronteira entre cobertura jornalística e entretenimento. Para os torcedores, o pacote oferece a chance de ver de perto personagens da final. Para críticos da medida, a Fifa avança sobre mais um espaço da Copa para monetizar a experiência ao redor do jogo.
A reação ocorre no mesmo ambiente de insatisfação com os custos do torneio. Nesta semana, ingressos para a final apareceram acima de R$ 25 mil, e a federação espanhola já havia criticado a entidade por priorizar receitas em detrimento do acesso do torcedor comum.
Com a nova cobrança, a Fifa acrescenta à vitrine comercial da final um evento que, até aqui, funcionava como parte da rotina de imprensa da competição. As regras divulgadas não indicam que torcedores pagantes poderão fazer perguntas; a expectativa é que o público acompanhe a entrevista como plateia.
Na prática, quem quiser assistir presencialmente à coletiva dos finalistas precisa comprar entrada para o Fanatics Fest. A partida entre Argentina e Espanha encerra a Copa de 2026 no domingo, em Nova York.











