A Receita Federal deposita nesta terça-feira (30) o segundo lote de restituição do Imposto de Renda 2026, com R$ 16 bilhões em créditos para 9.585.797 contribuintes. Em número de beneficiários, é o maior lote já pago pelo fisco.
O valor repete o volume do primeiro lote, liberado em maio. Somados, os dois pagamentos chegam a R$ 32 bilhões e concentram cerca de 80% do total estimado de restituições do ano. Na prática, a Receita antecipou nos dois primeiros lotes a maior parte do dinheiro que costuma ser devolvido aos contribuintes ao longo do calendário anual.
Do total pago agora, R$ 4,49 bilhões vão para contribuintes com prioridade legal, como idosos, pessoas com deficiência e demais grupos preferenciais previstos nas regras do Imposto de Renda. Considerando o volume total liberado e o número de beneficiários, o crédito médio fica em torno de R$ 1.669 por pessoa, embora o valor varie conforme o imposto retido e as deduções de cada declaração.
Por que este lote chama atenção
O tamanho do segundo lote indica um processamento concentrado logo no início do calendário de restituições. Para quem entregou a declaração sem pendências, usou os canais digitais e se enquadrou em critérios de prioridade, a chance de entrar nas primeiras liberações foi maior.
Entrar no lote significa que a declaração foi processada e que a Receita autorizou o crédito na conta informada pelo contribuinte. O pagamento cai na conta bancária ou na chave Pix indicada na declaração, desde que os dados estejam corretos. Se houver erro nas informações bancárias, o contribuinte precisa reagendar o crédito pelos canais de atendimento do Banco do Brasil.
Não entrou no lote? Veja o que isso pode significar
Ficar fora desta leva não significa, por si só, cair na malha fina. Parte das declarações segue na fila normal de processamento e pode ser incluída nos próximos lotes regulares, previstos para 31 de julho e 28 de agosto.
O alerta aparece quando o extrato da declaração mostra pendência ou inconsistência. Nesses casos, o contribuinte deve acessar o e-CAC, verificar o motivo apontado pela Receita e, se for necessário, enviar uma declaração retificadora. A correção espontânea costuma ser o caminho mais rápido para destravar a restituição quando o problema envolve erro de informação, rendimento omitido ou divergência em despesas declaradas.
Como consultar a restituição do IR 2026
A consulta pode ser feita no site da Receita Federal, na área “Meu Imposto de Renda”, pelo serviço “Consultar Restituição”. O contribuinte deve informar CPF, data de nascimento e o exercício da declaração. O sistema mostra se a restituição foi liberada, se a declaração segue em processamento ou se há alguma pendência.
Quem ainda não recebeu deve acompanhar o extrato antes dos próximos lotes. Se não houver pendência, a orientação prática é aguardar a liberação nas datas seguintes do calendário. Se houver inconsistência, a prioridade passa a ser corrigir a declaração para voltar à fila de pagamento.









