terça-feira, junho 30
MERCADO
IBOVESPA 173.205 pts▲ 0,71%DOW JONES 52.183 pts▲ 0,50%NASDAQ 25.820 pts▲ 1,82%S&P 500 7.440 pts▲ 1,13%DÓLAR R$ 5,18▼ 0,28%EURO R$ 5,90▼ 0,53%BITCOIN R$ 305.752▼ 1,23%ETHEREUM R$ 8.150▲ 0,26%SELIC 14,25%CDI 14,15%IPCA 12M 4,72%
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Economia

Bolsas asiáticas sobem com alívio em tecnologia; iene ronda piso de 1986

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Na China, o Shanghai Composto teve alta de 0,50% (4.094,40 pontos) e o Shenzhen Composto subiu 2,08% (2.840,67 pontos).
  • Na Coreia do Sul, o Kospi avançou 0,97% para 8.476,48 pontos.
  • A exceção foi Hong Kong: o Hang Seng recuou 0,63%, a 22.881,02 pontos.
  • O índice Taiex, de Taiwan, disparou 2,50%, para 46.125,91 pontos.
  • O PIRANOT noticiou na segunda-feira (29) que estrangeiros sacaram R$ 410,8 milhões da B3 mesmo com o Ibovespa em alta.

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em alta nesta terça-feira (30), embaladas pela recuperação das ações de tecnologia em Nova York. O movimento deu fôlego aos principais índices da região, mas veio acompanhado de nova pressão sobre o iene, que voltou a rondar níveis próximos aos mais baixos desde 1986.

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Em Tóquio, o Nikkei subiu 0,86%, aos 70.062,32 pontos. Na Coreia do Sul, o Kospi avançou 0,97%, para 8.476,48 pontos. O Taiex, de Taiwan, teve o desempenho mais forte entre os grandes mercados asiáticos e saltou 2,50%, aos 46.125,91 pontos, apoiado pelo apetite por papéis ligados a semicondutores.

Na China continental, o Shanghai Composto ganhou 0,50%, a 4.094,40 pontos, enquanto o Shenzhen Composto avançou 2,08%, a 2.840,67 pontos. A exceção ficou com Hong Kong: o Hang Seng recuou 0,63%, para 22.881,02 pontos, destoando do tom positivo predominante no continente.

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Nasdaq dá impulso ao setor de tecnologia

O pano de fundo para a alta veio de Wall Street. O Nasdaq, índice de forte peso tecnológico, avançou 2% na véspera e recuperou parte da perda de 4,60% registrada na semana anterior. A melhora ajudou a recompor posições em mercados asiáticos sensíveis ao ciclo global de tecnologia, especialmente Taiwan, Coreia do Sul e Shenzhen.

O setor de semicondutores segue no centro da leitura dos investidores. Empresas asiáticas de chips têm peso relevante nos índices locais e costumam reagir com força a mudanças de humor em Nova York, onde as grandes companhias de tecnologia ditam parte do fluxo global para ativos de risco.

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Iene fraco aumenta pressão sobre o Japão

No câmbio, o dólar chegou a 162,42 ienes durante o pregão e terminou o dia cotado a 162,16 ienes. O patamar mantém a moeda japonesa perto de mínimas em cerca de quatro décadas e recoloca no radar a possibilidade de reação das autoridades do Japão para conter movimentos bruscos no mercado.

Um iene mais fraco tende a favorecer exportadoras japonesas, porque aumenta a competitividade dos produtos vendidos ao exterior e melhora a conversão de receitas obtidas em dólar. O outro lado é a pressão sobre importações de energia, alimentos e insumos, o que pode apertar custos para empresas e reduzir o poder de compra das famílias.

Para investidores estrangeiros, a moeda desvalorizada também barateia ativos japoneses em termos de dólar, mas amplia o risco cambial de quem aplica no país. Essa combinação ajuda a explicar por que a bolsa japonesa avança mesmo em meio à tensão no câmbio: o mercado vê ganhos potenciais nas empresas exportadoras, mas monitora o limite de tolerância das autoridades monetárias.

Mercado olha para juros nos Estados Unidos

A próxima referência para os mercados globais vem dos Estados Unidos, com indicadores de emprego previstos para o fim da semana. Números mais fortes podem reduzir as apostas em cortes de juros pelo Federal Reserve; dados mais fracos tendem a reforçar a busca por ativos de risco, incluindo bolsas asiáticas e mercados emergentes.

Até lá, a combinação entre tecnologia em recuperação, dólar forte e iene pressionado deve seguir orientando os negócios na Ásia. O ponto de atenção é o câmbio japonês: quanto mais perto o dólar permanece dos níveis de 1986, maior fica a vigilância sobre uma eventual intervenção para conter a desvalorização da moeda.


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