segunda-feira, junho 29
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Política

Moraes decide esta semana se mantém Bolsonaro em casa ou o envia de volta à prisão

· 2 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Caso opte por revogar a domiciliar, Bolsonaro poderá ser transferido para a Papudinha, unidade prisional do Distrito Federal onde cumpria pena anteriormente.
  • O Ministério Público Federal (MPF) ainda não se pronunciou formalmente sobre o caso da arma, mas, segundo apuração da imprensa, decidiu não solicitar a revogação.
  • O peso da arma e o histórico da domiciliar A prisão domiciliar humanitária foi concedida por Moraes com prazo de 90 dias contados a partir da alta médica.
  • O prazo de 90 dias concedido pelo STF expirou em 25 de junho, e a apreensão de uma pistola registrada em nome de Bolsonaro passou a integrar os elementos de análise.
  • A palavra final cabe a Moraes, relator da Ação Penal 2668.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, deve anunciar ainda nesta semana se mantém a prisão domiciliar humanitária do ex-presidente Jair Bolsonaro ou determina o retorno ao regime fechado. O prazo de 90 dias concedido pelo STF expirou em 25 de junho, e dois fatores concentram a atenção do relator: o estado de saúde que fundamentou o benefício e a apreensão de uma pistola registrada em nome de Bolsonaro durante blitz da Polícia Militar do Distrito Federal, em 15 de junho.

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A decisão pode alterar diretamente o cumprimento da pena de 27 anos e 3 meses imposta na Ação Penal 2668. O quadro ganhou novo contorno quando o Ministério Público Federal descartou solicitar a revogação da domiciliar em razão da arma — retirando o principal obstáculo para a prorrogação, mas sem garantir que ela ocorrerá. No sábado (27), os advogados do ex-presidente enviaram nova petição ao STF requerendo a continuidade do benefício com base no quadro clínico.

O episódio da pistola e o que ele representa

A arma foi encontrada durante abordagem da PMDF em 15 de junho. A defesa sustenta que o registro era regular e que não houve descumprimento das condições da domiciliar. O episódio, porém, gerou pedido de autorização para que Bolsonaro depusesse sobre o caso — audiência que ainda não ocorreu — e foi incluído em manifestações de órgãos de segurança que integram o processo. Segundo informações divulgadas, Moraes deve ouvir representantes da defesa antes de anunciar a decisão.

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O que acontece a seguir

Moraes tem em mãos a petição da defesa e o relatório sobre a apreensão da arma. Não há data oficial para o pronunciamento, mas a expectativa é de que a decisão ocorra ainda nesta semana — e pode ser monocrática, sem necessidade de plenário. Se a domiciliar for revogada, Bolsonaro retorna à Papudinha, unidade prisional do Distrito Federal onde cumpria pena antes da concessão do benefício. A defesa já sinalizou que recorrerá caso a decisão seja desfavorável.


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