O conselho de administração da Viveo aprovou nesta sexta-feira (26) um aumento de capital de até R$ 869,7 milhões, com o objetivo de reduzir o endividamento líquido da companhia. A operação prevê a subscrição privada de até 966,4 milhões de ações ao preço unitário de R$ 0,90.
O valor mínimo garantido é de R$ 427 milhões, correspondente à subscrição de pelo menos 474,4 milhões de ações pela consultoria DNA Capital, mediante a capitalização de créditos decorrentes de debêntures da própria Viveo. A integralização dos novos papéis poderá ser feita à vista ou por meio dessa conversão de créditos.
Operação mira alívio da dívida
A capitalização entra no contexto de pressão financeira sobre a distribuidora hospitalar. Conforme apurado, a Viveo tenta evitar o vencimento antecipado de debêntures — o que torna o reforço de capital uma ferramenta estratégica para renegociar obrigações e recuperar capacidade de investimento.
A aprovação do conselho autoriza a homologação parcial do aumento já a partir do piso de R$ 427 milhões. Caso a operação atinja o teto de R$ 869,7 milhões, a entrada de recursos será mais que o dobro do mínimo garantido, ampliando o efeito de desalavancagem sobre a estrutura de capital da empresa.
Subscrição e homologação são os próximos passos
A execução da subscrição privada e a homologação do valor final são os próximos passos da operação. A companhia deverá seguir as regras aplicáveis da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para ofertas privadas e divulgação ao mercado.
O intervalo entre o piso e o teto — de R$ 427 milhões a R$ 869,7 milhões — definirá o volume efetivo de caixa, o impacto sobre o endividamento e o grau de diluição dos acionistas que não participarem da subscrição.







