quinta-feira, junho 25
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Economia

Lula chama caso Americanas de ‘golpe de R$ 40 bi’ e critica lei que favorece ricos

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Lula afirmou em evento em Ponta Porã que a Operação Disclosure é um golpe na Lojas Americanas.
  • A Polícia Federal disse que, em 25 de junho de 2026, está na segunda fase para investigar fraude contábil e manipulação de mercado.
  • O bloqueio divulgado soma R$54 bilhões em ativos, acima dos R$40 bilhões citados pelo presidente.
  • Sem nota técnica pública, ainda não há tipificação detalhada nem conclusão jurídica sobre alcance e responsáveis.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva classificou publicamente o caso das Lojas Americanas como um “golpe de R$ 40 bilhões” e citou o bloqueio de R$ 54 bilhões determinado pela Polícia Federal na segunda fase da Operação Disclosure. Em evento do programa de reforma agrária em Ponta Porã (MS), nesta quinta-feira (25), o chefe do Executivo usou a investigação para criticar a desigualdade na aplicação da lei no Brasil.

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“Aquele cidadão da Lojas Americanas, que deu um golpe de R$ 40 bilhões”, disse Lula, referindo-se aos alvos da operação. A Polícia Federal bloqueou até R$ 54 bilhões em bens dos investigados, conforme decisão da 10ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro. O valor do bloqueio cautelar supera a estimativa mencionada pelo presidente porque abrange o conjunto de ativos preservados para garantir eventual reparação de prejuízos, não apenas o montante atribuído à fraude contábil.

Lula recorreu a uma frase atribuída ao cangaceiro Lampião para sustentar seu argumento. “No tempo de Lampião, Lampião dizia que: ‘Quem tem 20 mil réis jamais será preso’. Era uma verdade”, afirmou. “Muitas vezes aqui, no Brasil, a lei favorece quem tem mais dinheiro do que o pobre. Esse é o dado concreto”, completou o presidente.

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Operação Disclosure entra na segunda fase

A Polícia Federal deflagrou a segunda fase da Operação Disclosure com o apoio do Ministério Público Federal. Agentes cumprem nove mandados de busca e apreensão, incluindo buscas pessoais, no Rio de Janeiro e em São Paulo. Os alvos são acionistas de referência da Americanas, representantes e funcionários de alguns dos principais bancos privados do país e ex-funcionários da companhia.

As medidas cautelares visam aprofundar a coleta de provas, individualizar responsabilidades e preservar a possibilidade de reparação dos prejuízos decorrentes das fraudes investigadas. A operação apura suspeitas de fraude contábil e manipulação de mercado relacionadas ao colapso da varejista, que veio à tona após a empresa reconhecer inconsistências contábeis bilionárias.

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Discurso político e fato processual

A fala de Lula amplia a repercussão pública do caso, mas o termo “golpe” usado pelo presidente não corresponde a uma classificação jurídica formal. A operação da PF investiga condutas suspeitas — fraude contábil e manipulação de mercado — e ainda não há denúncia formal do Ministério Público Federal contra os envolvidos. O bloqueio de R$ 54 bilhões é uma medida cautelar, não uma condenação.

Para o mercado de capitais, a continuidade da operação mantém viva a incerteza sobre o destino dos acionistas de referência e dos executivos investigados. O caso já impactou o custo de capital de empresas do varejo de capital aberto e reforçou pressões por maior rigor de governança. Investidores acompanham os próximos passos processuais — eventual denúncia do MPF, decisões sobre a manutenção dos bloqueios e manifestações formais de acusação e defesa — para dimensionar o impacto financeiro final.


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