quinta-feira, junho 25
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Economia

Micron supera Meta e Tesla em valor de mercado com boom de demanda por chips de IA

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Demanda de infraestrutura de chips e a nova ordem de valuation Com os dados divulgados no dia, Meta ficou em US$ 1,392 trilhão e Tesla em US$ 1,400 trilhão.
  • Esse ganho reposicionou o ativo em US$ 1,398 trilhão no centro do mercado global de tecnologia.
  • A diferença de US$ 0,002 trilhão com Tesla no recorte faz a ordem de valor oscilar com as mudanças do fluxo.
  • De acordo com divulgação da própria Micron em 24 de junho, a empresa apresentou projeções trimestrais acima das expectativas, com alta das ações de 18,4%.
  • Mercados internacionais também registraram avanços em tecnologia nos dias anteriores, com a Micron citada como referência.

A Micron Technology ultrapassou Meta e Tesla em valor de mercado nesta quinta-feira (25), pela primeira vez, impulsionada pela disparada de suas ações após resultados trimestrais que superaram amplamente as expectativas de Wall Street. A fabricante de semicondutores, um dos principais fornecedores de chipsets de inteligência artificial da Nvidia, reposicionou-se no centro do mercado global de tecnologia.

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Na noite de quarta-feira (24), a Micron divulgou projeções de lucro e receita para o trimestre seguinte bem acima do consenso dos analistas. A receita do período reportado quadruplicou em relação ao ano anterior, alimentada pelo boom de demanda por memória de alta performance usada em data centers de IA. As ações da empresa chegaram a registrar alta superior a 17% nas negociações pré-mercado nos Estados Unidos e já haviam saltado cerca de 15% no after-hours da véspera.

O salto reacendeu a alta do setor de semicondutores em escala global. Investidores mostraram-se mais confiantes na persistência da demanda por infraestrutura de inteligência artificial e na escassez de oferta de chips de memória, o que sustenta preços e margens para fabricantes como a Micron e seus pares sul-coreanos. Bolsas na Ásia registraram recordes em Tóquio e Seul, com o setor de tecnologia à frente.

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Megacaps recuam e Nasdaq cai apesar do impulso

O ganho da Micron, porém, não se traduziu em alta ampla do mercado. O S&P 500 e o Nasdaq recuaram no mesmo pregão, com as quedas das grandes empresas de tecnologia pesando mais que o entusiasmo com os semicondutores. A Apple caiu 4,8%, enquanto Nvidia, Microsoft e Alphabet registraram recuos entre 1,5% e 2,7%.

O nervosismo dos investidores em torno dos gastos dos chamados hyperscalers — gigantes que operam infraestrutura de nuvem — e as expectativas de aumento da taxa de juros nos Estados Unidos continuaram a pressionar as ações de software e plataformas, mesmo diante das perspectivas robustas da Micron e da Qualcomm, que também indicaram demanda firme por chips de IA.

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Reprecificação: de software para infraestrutura

A ultrapassagem da Micron sobre Meta e Tesla marca um momento de reprecificação no mercado de tecnologia. Enquanto empresas de software e plataformas digitais enfrentam desaceleração de crescimento ou pressões regulatórias, fornecedores de infraestrutura de IA ganham espaço e atraem capital. A fabricante de chips, que ocupava um patamar inferior no ranking de capitalização, passou a disputar posição com companhias de perfil de negócio completamente diferente.

O movimento tem efeito direto sobre carteiras e fundos com exposição a tecnologia global, especialmente aqueles indexados a índices de semicondutores. A mudança de referência entre plataformas de software e fornecedores de hardware força gestores a recalibrar cenários de alocação, ainda que sem recomendação automática de compra ou venda.

A questão central agora é se a demanda por chips de IA se sustenta em ritmo que justifique o novo patamar de valuation — ou se trata de um pico de ciclo impulsionado pela escassez temporária de oferta. A resposta dependerá dos próximos resultados trimestrais da Micron e do detalhamento de sua receita por aplicação, que permitirá medir quanto do crescimento vem efetivamente de inteligência artificial.


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