quinta-feira, junho 25
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Política

Haddad define França como vice em SP; Tebet e Marina disputam o Senado

· 2 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Haddad anunciou em 25 de junho uma frente com PT, PSB e Rede para disputar o governo paulista.
  • A negociação foi fechada após encontro com Lula no dia anterior e mira enfrentar Tarcísio de Freitas no estado.
  • Márcio França vai para a vice e Simone Tebet e Marina entram na disputa ao Senado de São Paulo.
  • Ainda não há cartas de aceite, cronograma nem cláusulas de convivência publicados para formalizar a chapa.
  • Com a saída de Kim Kataguiri, a aliança também absorve a reorganização do PSDB com Paulo Serra e busca manter unidade.

Fernando Haddad definiu nesta quinta-feira (25/6) a chapa que disputará o governo de São Paulo nas eleições de outubro. O ex-ministro da Fazenda e pré-candidato do PT anunciou Márcio França (PSB) como vice, enquanto Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede) concorrerão às duas vagas ao Senado pelo estado.

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A composição foi costurada na noite anterior, em reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio da Alvorada. Haddad havia dito nas redes sociais que os três nomes se colocaram à disposição para a vaga de vice e que faria a escolha nesta quinta. O encontro contou ainda com o vice-presidente Geraldo Alckmin e os presidentes do PT, Edinho Silva, e do PSB, João Campos.

A aliança articula PT, PSB e Rede Sustentabilidade em uma frente ampla contra o atual governador Tarcísio de Freitas, candidato à reeleição. A janela para a reconfiguração abriu com duas desistências recentes: Kim Kataguiri (Missão) deixou a disputa pelo palanque estadual para priorizar plano presidencial, e Paulo Serra (PSDB) renunciou à pré-candidatura, abrindo caminho para Haddad recompor o campo opositor.

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França, ex-governador de São Paulo pelo PSB, aporta experiência executiva ao ticket. Tebet, ex-ministra do Planejamento, e Marina, ex-ministra do Meio Ambiente, somam peso nacional e capitais políticos distintos à candidatura senatorial. A estratégia é combinar bagagem administrativa com projeção parlamentar para tentar reduzir a vantagem de Tarcísio, que lidera pesquisas recentes com 46% das intenções de voto, contra 33% do petista.

A eleição em São Paulo é considerada estratégica para Lula. O estado concentra o maior colégio eleitoral do país, e o resultado tem impacto direto no equilíbrio de forças no Congresso e na campanha presidencial. A chapa ainda precisa formalizar as alianças junto à Justiça Eleitoral, com protocolo de coligação e pedido de registro dentro do prazo oficial.

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