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Economia

72 navios cruzam Ormuz em 24h e EUA afirmam que Irã perdeu poder de bloquear estreito

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • EUA confirmaram 72 embarcações saindo do Estreito de Ormuz em 24 horas nesta quarta-feira.
  • Há trânsito simultâneo, com navios transitando no Golfo de Omã, sem parada total da rota.
  • Secretário de Energia dos EUA afirmou que a passagem continuou ativa durante o período divulgado.
  • A OMI diz que a retirada de tripulações de navios em operação em Ormuz ainda deve demorar semanas.
  • Petróleo recuou com WTI abaixo de US$ 70 e Brent perto de US$ 75, enquanto se confirmou que não haverá pedágio em Ormuz.

Cerca de 72 navios transportando aproximadamente 20 milhões de barris de petróleo cruzaram o Estreito de Ormuz nas últimas 24 horas, informou nesta quarta-feira (24) o secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright. O número indica manutenção do tráfego pela via marítima após o acordo inicial entre EUA e Irã para encerrar a guerra.

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“O Irã não terá capacidade de fechar o Estreito de Ormuz daqui para frente. Isso é algo crucial, pois essa era sua principal forma de pressão”, disse Wright durante o Fórum Global de Energia da Reuters, em Nova York. O secretário admitiu, contudo, que a normalização das condições no estreito ainda levará algumas semanas.

Wright refutou a ideia de que o presidente Donald Trump foi surpreendido pela extensão dos impactos dos ataques contra o Irã e afirmou que o mandatário tinha conhecimento pleno das implicações das operações militares. Segundo o secretário, mesmo sem o acordo com o Irã, os Estados Unidos garantiriam a livre navegação na região.

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Petróleo recua com reabertura da via

O mercado reagiu à retomada dos fluxos em Ormuz com queda nos preços. O WTI operou abaixo de US$ 70 e o Brent ficou em torno de US$ 75 o barril, atingindo as mínimas desde o início da guerra. O recuo reflete a reavaliação do risco geopolítico pelos investidores diante da perspectiva de normalização do tráfego.

Trump afirmou ainda que o Irã garantiu aos EUA que não haverá cobrança de pedágio ou taxas de navios no estreito, apesar de declarações anteriores em sentido contrário. A garantia, se mantida, elimina um custo adicional para armadores e companhias de navegação que utilizam a rota.

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Retirada de tripulações ainda leva semanas

A normalização completa do tráfego, porém, esbarra na logística de pessoal. O chefe da Organização Marítima Internacional (OMI) informou que a retirada de marinheiros de navios que permanecem na região do estreito ainda levará semanas. O prazo orienta a reposição de tripulações e a preparação de embarcações para o trânsito regular.

O movimento de navios por Ormuz vem crescendo de forma gradual desde o início da ofensiva. No último dia 20, 55 embarcações cruzaram o estreito; no dia 21, foram 67. O dado mais recente, de 72 navios, aproxima-se dos volumes observados antes do conflito. Os EUA abriram um canal alternativo ao sul do estreito após o Irã minar o canal central, e vêm escoltando navios por essa rota.

O próximo passo é a verificação de uma nova janela de 24 horas para confirmar a tendência de retomada. Armadores e empresas de energia utilizam esses dados como parâmetro para ajustar cronogramas de escala e precificar riscos operacionais no curto prazo.


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