segunda-feira, junho 15
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Copa do Mundo 2026

Chuteiras rosa invadem a Copa 2026 e viram aposta das marcas por atenção

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Nike, Adidas, Puma, New Balance e Skechers lançaram coleções com a mesma paleta para o torneio.
  • A cor oferece alto contraste com o gramado verde e aumenta a visibilidade nas transmissões.
  • A Puma seguiu tonalidade apontada como tendência de 2026 pela consultoria WGSN.
  • Vini Jr. e Alisson usaram o calçado no empate do Brasil com Marrocos no último sábado.
  • Neymar utiliza chuteira rosa personalizada da Puma desde 2020, antes da popularização atual.

As chuteiras rosa viraram uma das imagens mais repetidas do início da Copa do Mundo de 2026. Em gramados dos Estados Unidos, do México e do Canadá, jogadores de seleções diferentes entraram em campo com modelos de cores muito parecidas, apesar de contratos com fabricantes concorrentes.

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O movimento reúne Nike, Adidas, Puma, New Balance e Skechers, que lançaram linhas para o Mundial com variações de rosa, fúcsia e tons vibrantes. A coincidência visual chama atenção porque não se limita a uma marca nem a um elenco: aparece em atletas de ataque, defesa e goleiros, transformando o calçado em peça de destaque nas transmissões.

No empate entre Brasil e Marrocos por 1 a 1, no sábado (13), Vini Jr., autor do gol brasileiro, e Alisson estiveram entre os jogadores que usaram chuteiras na paleta rosa. A escolha reforçou a percepção de que a cor deixou de ser detalhe de uniforme e passou a funcionar como linguagem visual do torneio.

Por que as marcas escolheram o rosa

A explicação combina moda, marketing e televisão. Em campo, o rosa cria contraste forte com o verde do gramado e com boa parte dos uniformes, o que aumenta a identificação do jogador em imagens abertas, replays e cortes que circulam nas redes sociais. Para as marcas, essa visibilidade vale tanto quanto a exposição tradicional de placas e camisas.

Cada fabricante trabalha a cor com um discurso próprio. A Nike associa os tons vibrantes à ideia de confiança em grandes jogos. A Adidas explora o contraste visual. A Puma já vinha usando variações próximas do fúcsia em modelos de destaque. New Balance e Skechers também levaram a paleta ao Mundial, ampliando a sensação de que o rosa se tornou uma tendência de mercado, não uma ação isolada.

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Isso não significa que as empresas tenham feito uma campanha conjunta. O que aparece na Copa é uma convergência típica de grandes ciclos de consumo: marcas concorrentes leem sinais parecidos de moda, comportamento e transmissão esportiva e chegam a soluções próximas. Em um torneio global, uma cor que aparece bem na TV, nas fotos e nos vídeos curtos ganha valor comercial imediato.

Neymar antecipou a tendência

O rosa também não surgiu do nada em 2026. Neymar usa chuteiras personalizadas da Puma nessa paleta desde 2020, o que ajudou a naturalizar a cor entre jogadores de elite antes do Mundial. Mesmo fora da estreia brasileira contra o Marrocos, o atacante faz parte do grupo de atletas que transformou o tom em opção recorrente no futebol de alto rendimento.

A aposta das fabricantes mira um efeito conhecido em Copas: o produto usado por estrelas em jogos de grande audiência costuma ganhar força nas lojas e nas buscas de torcedores. Modelos de elite vendidos no Brasil aparecem na faixa de cerca de R$ 2.300 em varejistas e canais especializados, embora as marcas não tenham divulgado projeções de venda para as versões rosa.

Por enquanto, o impacto mais claro está na imagem do torneio. A Copa de 2026 começou com uma identidade visual inesperada nos pés dos jogadores, e as próximas rodadas vão mostrar se o rosa seguirá como marca do Mundial ou se ficará concentrado na primeira leva de lançamentos das fabricantes.

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