segunda-feira, junho 15
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Copa do Mundo 2026

Endrick desabafa no banco enquanto Brasil espera Neymar contra o Haiti

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • O Fantástico resgatou o quadro Jogo Falado, sucesso em 2006, para revelar diálogos dos jogadores durante a partida.
  • Endrick permaneceu no banco durante todo o empate por 1 a 1 com Marrocos na primeira rodada da Copa.
  • Neymar sofreu lesão grau 2 na panturrilha direita em maio e acumula histórico de contusões em Copas desde 2014.
  • Santos e CBF divergem publicamente sobre o prazo de recuperação do camisa 10, estimado entre duas e três semanas.

A estreia do Brasil na Copa do Mundo de 2026 deixou duas imagens incômodas para a seleção: o empate por 1 a 1 com o Marrocos e dois atacantes de peso presos ao banco em um jogo que pedia mudança. Em leitura labial exibida no domingo (15), Endrick aparece ao lado de Neymar durante a partida e desabafa: “É isso, né, pai. Se eu pudesse, eu entrava”.

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A frase expõe a temperatura de uma estreia abaixo do esperado. Endrick, atacante do Real Madrid, não saiu do banco no sábado (13), enquanto Neymar permaneceu fora de combate por causa de uma lesão grau 2 na panturrilha direita, sofrida em 17 de maio. Sem o camisa 10 em campo e sem o jovem atacante como alternativa, o Brasil abriu a Copa com um ponto e já chega à segunda rodada sob pressão.

O próximo compromisso será contra o Haiti, em 19 de junho, na Filadélfia. É para esse jogo que se concentra a expectativa sobre Neymar. A CBF informou que o atacante apresenta “boa evolução”, mas não fixou data para a volta nem confirmou se ele terá condições de participar dos treinos com bola antes da partida.

Lesão de Neymar vira ponto de tensão antes do Haiti

A indefinição não começou na estreia. No fim de maio, o Santos divulgou nota sobre a condição física de Neymar e contrariou a estimativa atribuída à comissão médica da seleção. O clube trabalhava com uma recuperação em prazo mais curto, de cerca de duas semanas, enquanto a avaliação ligada à CBF indicava a possibilidade de até três semanas para o retorno.

Na prática, a diferença de leitura colocou o atacante no centro do planejamento da seleção para a primeira fase. Neymar viajou com o grupo, acompanhou a estreia no banco, mas segue dependente da resposta clínica da panturrilha. A comissão técnica evita cravar um prazo público porque a lesão exige progressão: primeiro a liberação física, depois o trabalho com bola e, só então, a decisão sobre minutos em jogo.

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O histórico recente aumenta o peso da cautela. Neymar já conviveu com problemas físicos em Copas: fraturou uma vértebra em 2014, chegou a 2018 após lesão no pé e sofreu uma torção no tornozelo em 2022. Em 2026, a contusão apareceu antes mesmo da estreia, justamente em um torneio tratado como decisivo para a reta final de sua trajetória pela seleção.

Empate aumenta pressão por resposta rápida

O empate com o Marrocos mudou o ambiente do grupo. Uma vitória contra o Haiti passa a ter peso maior para recolocar o Brasil em posição confortável na chave e reduzir a cobrança sobre a equipe. Nesse cenário, a presença de Neymar não é apenas uma questão médica: influencia a escalação, a criação ofensiva e a gestão de expectativa em torno da seleção.

Endrick, por sua vez, virou personagem do pós-jogo justamente por aparecer frustrado enquanto o Brasil buscava soluções. A fala captada no banco não indica conflito, mas mostra a ansiedade de um jogador que esperava participar da estreia e acabou vendo a seleção tropeçar sem ser utilizado.

Até o duelo em Filadélfia, a situação de Neymar será medida treino a treino. O dado concreto, por ora, é que o Brasil tem um ponto, enfrenta o Haiti em 19 de junho e depende da evolução física do camisa 10 para saber se poderá contar com ele já na segunda rodada.

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