segunda-feira, junho 15
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Política

Flávio Bolsonaro atribui contato com Vorcaro a filme e tenta conter crise

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • Mensagens entre o senador e Daniel Vorcaro foram divulgadas em maio e entraram na disputa presidencial.
  • Flávio diz que pediu apoio financeiro para o filme Dark Horse, com participação de Vorcaro.
  • Relatos apontam que R$ 61 milhões foram direcionados ao projeto após pedido do senador.
  • A Polícia Federal ainda não concluiu relatório final sobre a investigação do Banco Master.
  • O caso pressiona a pré-candidatura de Flávio em meio à tentativa de unir a direita.

Flávio Bolsonaro (PL-RJ) negou nesta segunda-feira (15) qualquer irregularidade na relação com Daniel Vorcaro e atribuiu os contatos com o ex-banqueiro do Banco Master a pedidos de apoio financeiro ao filme Dark Horse. A declaração ocorre no momento em que o caso pressiona a pré-candidatura do senador à Presidência e aumenta a tensão entre grupos da direita.

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Ao comentar o episódio em um evento jornalístico, Flávio afirmou que a conversa com Vorcaro se limitou ao projeto audiovisual e tentou reduzir o alcance político das mensagens. “Não tem outra coisa para falar de mim”, disse o senador, ao defender que não houve contrapartida nem irregularidade nos pedidos.

O ponto sensível para a pré-campanha é o calendário do caso. As mensagens vieram a público quando investigações envolvendo o Banco Master já eram conhecidas. Vorcaro é investigado por suspeita de lavagem de dinheiro, e a Procuradoria-Geral da República rejeitou uma proposta de colaboração premiada apresentada pelo ex-banqueiro.

Mensagens sobre Dark Horse colocam R$ 61 milhões no centro da crise

O caso ganhou peso político em maio, com a divulgação de trocas de mensagens entre Flávio e Vorcaro. Em junho, novas mensagens indicaram que o ex-banqueiro priorizou pagamentos ligados ao filme Dark Horse após pedido do senador. O valor citado no episódio chega a R$ 61 milhões.

Flávio sustenta que a interlocução tinha natureza privada e cultural, relacionada à busca de financiamento para a produção. A dificuldade política está em separar essa explicação do ambiente mais amplo das investigações sobre o Banco Master, que também é alvo de procedimentos na Polícia Federal e na Comissão de Valores Mobiliários.

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A Polícia Federal ainda não concluiu o relatório final sobre o pedido de dinheiro feito por Flávio a Vorcaro. Sem essa etapa, não há uma definição institucional sobre eventual responsabilização nem sobre o alcance das mensagens dentro do inquérito. Para o senador, esse intervalo abre espaço para desgaste político; para adversários e aliados críticos, mantém o caso vivo na disputa de 2026.

Críticas de Zema aprofundam atrito entre PL e Novo

A defesa pública de Flávio também tenta conter danos no campo das alianças. A relação com o Novo entrou em zona de atrito depois que Romeu Zema criticou o senador por causa do caso Vorcaro. Em resposta, Eduardo Bolsonaro sugeriu romper a aliança com o partido, e Zema acabou desconvidado de um evento da sigla em Santa Catarina.

O episódio expõe uma disputa maior dentro da direita: de um lado, o PL tenta preservar Flávio como nome competitivo para 2026; de outro, possíveis aliados calculam o custo de se vincular a uma candidatura pressionada por um caso ainda sem desfecho policial. A tensão se soma a ataques recentes de integrantes da família Bolsonaro contra setores que classificam como “direita permitida”.

Na prática, a resposta de Flávio mira dois públicos ao mesmo tempo. Ao eleitorado bolsonarista, o senador tenta apresentar o caso como uma controvérsia sem prova de irregularidade. Aos partidos que podem compor uma frente de direita, busca demonstrar que a pré-candidatura não está paralisada pelo vínculo com Vorcaro.

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O próximo ponto concreto é a conclusão do relatório da Polícia Federal. Até lá, o caso Vorcaro continua como um fator de pressão sobre Flávio Bolsonaro e como teste para a capacidade do PL de manter pontes com aliados antes da montagem das chapas de 2026.