Uma denúncia publicada nesta segunda-feira (15) acusa Samir Xaud, presidente da Confederação Brasileira de Futebol, de usar recursos da CBF para custear viagens e hospedagens de uma empresária em compromissos no exterior. A entidade nega qualquer irregularidade e afirma que não houve uso indevido de verba da confederação.
A acusação cita duas despesas principais. A primeira envolve uma hospedagem em Nova York, entre 2 e 10 de junho, em reserva vinculada ao dirigente, com valor superior a R$ 59 mil. A segunda menciona uma estadia em Doha, no Catar, em dezembro de 2025, estimada em mais de R$ 17 mil. O relato associa os deslocamentos a eventos relacionados ao calendário internacional do futebol.
Em nota, a CBF rejeitou a versão de que recursos da entidade tenham sido usados de forma irregular. A resposta busca conter o desgaste em um momento de grande exposição da confederação, que comanda a Seleção Brasileira e administra contratos, patrocínios, competições nacionais e a representação institucional do futebol brasileiro.
Pressão sobre a CBF aumenta durante a Copa
A denúncia surge em meio à Copa do Mundo de 2026, período em que dirigentes da CBF costumam circular por agendas oficiais, eventos da Fifa e compromissos comerciais ligados à Seleção. A combinação entre gastos internacionais, exposição pública e cobrança por resultados amplia o impacto político da acusação dentro do futebol brasileiro.
Xaud assumiu a presidência da CBF em maio de 2025, eleito como candidato único após a gestão de Ednaldo Rodrigues. Natural de Roraima, ele chegou ao cargo em uma fase de reorganização interna da entidade e passou a concentrar decisões estratégicas sobre seleção, calendário e relações institucionais.
O caso também reacende a discussão sobre governança na principal entidade do futebol nacional. Embora a CBF seja uma entidade privada, sua atuação tem peso público: ela administra a Seleção, organiza competições, movimenta contratos milionários e representa o país em instâncias internacionais do esporte.
Por ora, a consequência concreta é política e reputacional. A CBF sustenta que não houve irregularidade; a denúncia, porém, coloca sob escrutínio a forma como a gestão de Xaud lida com despesas, viagens e compromissos internacionais em ano de Copa.











