domingo, 19 de julho de 2026
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Real Time Big Data mostra petista com 38% a 31% no 1º turno; Datafolha havia apontado empate no 2º turno em maio.

Flávio dá ‘presente’ a Lula, que abre 7 pontos nas pesquisas

Real Time Big Data mostra petista com 38% a 31% no 1º turno; Datafolha havia apontado empate no 2º turno em maio.

· 2 min de leitura · Atualizado em 05.06.2026 · NEXUS A.I. do PIRANOT e Júnior Cardoso

Pontos-chave

  • No Real Time Big Data, o petista também vence simulação de 2º turno por 45% a 40%.
  • Datafolha havia apontado 45% a 45%, em cenário com diferenças de método e coleta.
  • Série entre abril e junho indica oscilação em disputa polarizada entre PT e bolsonarismo.
  • Efeito político da tarifa americana ainda é incerto e pode ficar restrito à conjuntura da semana.

Lula abriu sete pontos de vantagem sobre Flávio Bolsonaro na disputa presidencial de 2026: 38% a 31% no 1º turno, segundo o Real Time Big Data de 1º de junho. O resultado vem logo após a visita do senador à Casa Branca, cujo desfecho acabou servindo de munição ao adversário.

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No confronto direto simulado pela mesma pesquisa, Lula aparece com 45% a 40% de Flávio — cenário em que o Datafolha de 16 de maio ainda registrava empate técnico, com 45% para cada candidato. A virada consolida uma tendência que começou a se esboçar em meados de maio, após semanas em que o senador avançava consistentemente nas sondagens.

Da Casa Branca ao palanque de Lula

O encontro de Flávio com Trump, em fins de maio, terminou de forma inusitada: o presidente americano fez elogios públicos a Lula durante a reunião. O senador saiu da Casa Branca declarando que havia pedido a Trump para poupar empresas brasileiras do tarifaço de 25% — postura que, no campo petista, foi lida como vantagem política inesperada para o atual presidente.

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Em 2 de junho, Lula foi ao ataque: chamou Flávio de “imbecil” ao comentar as tarifas e afirmou ter combinado com Trump um prazo para negociar um acordo comercial. A ofensiva contrastou com a imagem do senador em Washington e reforçou o desgaste da estratégia de “jogo parado” que o bolsonarismo vinha adotando desde o início do ano.

Pressão sobre o PL a seis meses da janela

Em abril, o avanço de Flávio nas pesquisas havia levado aliados a intensificar a articulação por uma chapa com o governador mineiro Romeu Zema, que ainda resiste ao papel de vice. Com a vantagem petista restabelecida, o senador enfrenta agora a pressão de reagir sem perder a base consolidada na primeira metade do ano. Flávio segue como favorito do entorno familiar para liderar o ticket do PL, mas a definição formal da candidatura ainda não ocorreu.

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