Lula abriu sete pontos de vantagem sobre Flávio Bolsonaro na disputa presidencial de 2026: 38% a 31% no 1º turno, segundo o Real Time Big Data de 1º de junho. O resultado vem logo após a visita do senador à Casa Branca, cujo desfecho acabou servindo de munição ao adversário.
No confronto direto simulado pela mesma pesquisa, Lula aparece com 45% a 40% de Flávio — cenário em que o Datafolha de 16 de maio ainda registrava empate técnico, com 45% para cada candidato. A virada consolida uma tendência que começou a se esboçar em meados de maio, após semanas em que o senador avançava consistentemente nas sondagens.
Da Casa Branca ao palanque de Lula
O encontro de Flávio com Trump, em fins de maio, terminou de forma inusitada: o presidente americano fez elogios públicos a Lula durante a reunião. O senador saiu da Casa Branca declarando que havia pedido a Trump para poupar empresas brasileiras do tarifaço de 25% — postura que, no campo petista, foi lida como vantagem política inesperada para o atual presidente.
Em 2 de junho, Lula foi ao ataque: chamou Flávio de “imbecil” ao comentar as tarifas e afirmou ter combinado com Trump um prazo para negociar um acordo comercial. A ofensiva contrastou com a imagem do senador em Washington e reforçou o desgaste da estratégia de “jogo parado” que o bolsonarismo vinha adotando desde o início do ano.
Pressão sobre o PL a seis meses da janela
Em abril, o avanço de Flávio nas pesquisas havia levado aliados a intensificar a articulação por uma chapa com o governador mineiro Romeu Zema, que ainda resiste ao papel de vice. Com a vantagem petista restabelecida, o senador enfrenta agora a pressão de reagir sem perder a base consolidada na primeira metade do ano. Flávio segue como favorito do entorno familiar para liderar o ticket do PL, mas a definição formal da candidatura ainda não ocorreu.











