quarta-feira, junho 3
Publicidade
Entretenimento

Holland diz que ameaça de sair do Homem-Aranha foi tática contra Sony

Em entrevista à GQ, ator afirma que fala de 2021 sobre deixar o papel aos 30 anos foi 'estratégia para criar medo' em negociação com o estúdio.

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT e Júnior Cardoso

Pontos-chave

  • Declaração reinterpreta fala de 2021, quando ele sugeriu encerrar o papel aos 30 anos.
  • Ator vive Peter Parker desde 2016 e encerrou sua primeira trilogia em 2021.
  • Sem Volta Para Casa arrecadou US$ 1,9 bilhão no mundo.
  • Não há confirmação sobre termos oferecidos pela Sony após a pressão.
  • Agenda de A Odisseia, de Christopher Nolan, entrou na conversa sobre o próximo filme.

Tom Holland afirmou que a fala de 2021 sobre deixar o Homem-Aranha aos 30 anos foi uma tática para pressionar a Sony, e não um plano real de sair da franquia. O ator descreveu o gesto como “parte de uma estratégia para criar medo” em entrevista à revista GQ, repercutida nesta quarta-feira (3) pela Revista Monet e pela Exame.

Publicidade

A declaração reescreve o sentido de um comentário que circulou em 2021, quando Holland, então com 25 anos, sugeriu encerrar sua passagem pelo personagem ao completar três décadas. Cinco anos depois, o ator apresenta a frase como movimento de bastidor numa conversa contratual com o estúdio, e não como decisão pessoal.

Publicidade

A negociação que travou o calendário

Segundo a entrevista à GQ, relatada pela Revista Monet, o ator teve um “papo desconfortável” com a Sony ao pedir o adiamento das filmagens do próximo Homem-Aranha. O estúdio teria considerado “difícil aceitar” a mudança, mas acabou recalibrando o cronograma.

Publicidade

O motivo do pedido é outro compromisso de Holland: o papel de Telêmaco em A Odisseia, de Christopher Nolan. Reportagens de O Tempo e IGN Brasil sobre a entrevista indicam que a agenda da produção de Nolan foi o ponto que destravou a revisão das datas do filme da Marvel.

Publicidade

Por que a Sony recuou

O peso da negociação se explica pelo histórico do personagem nas mãos do ator. Holland interpreta o Homem-Aranha desde 2016, quando estreou em Capitão América: Guerra Civil, e fechou a primeira trilogia com Homem-Aranha: Sem Volta Para Casa, em 2021, que arrecadou cerca de US$ 1,9 bilhão no mundo, segundo o histórico de bilheteria citado pela cobertura da entrevista.

Esse desempenho transformou o ator em ativo central da franquia operada pela Sony em parceria com a Marvel. O recuo do estúdio diante do pedido de adiamento, segundo o relato de Holland, indica que a chance de perder o protagonista – mesmo que como blefe – foi tratada como risco real.

O que ainda depende da Sony

O ponto confirmado é a versão pública do ator: ele diz que a ameaça de saída funcionou como pressão e que o adiamento foi concedido por causa de A Odisseia. O que falta é a parte formal: a Sony Pictures não divulgou nova data oficial de estreia, termos contratuais ou cronograma revisado de filmagens do próximo Homem-Aranha.

A próxima etapa verificável será um comunicado da Sony ou dos representantes de Holland confirmando o calendário do filme. Até lá, ficam documentadas três peças: a fala do ator à GQ, a interferência do projeto de Nolan na agenda e a ausência de um anúncio oficial sobre o acordo final com o estúdio.