quarta-feira, junho 3
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Economia

Engenheiros da Amazon pedem a Seattle limite a data centers

Ato em audiência municipal expõe pressão por regras nos EUA enquanto Rio Grande do Sul atrai R$ 3 bilhões da Scala.

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT e Júnior Cardoso

Pontos-chave

  • A manifestação ocorreu em audiência do conselho municipal nesta quarta-feira.
  • Liesl Wigand e Patrick Schloesser foram identificados como participantes do ato.
  • A crítica liga a expansão da IA ao consumo de energia, água e infraestrutura urbana.
  • O material disponível não traz posição oficial da Amazon sobre a manifestação.
  • Nos EUA, cidades como Jackson também discutem moratórias e limites ao setor.

Dois engenheiros da Amazon pediram nesta quarta-feira (3) que o Seattle City Council imponha limites à instalação de data centers na cidade, no que a Wired classificou como o primeiro ato público do tipo protagonizado por funcionários da empresa nos Estados Unidos.

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Identificados como Liesl Wigand, engenheira sênior de software, e Patrick Schloesser, engenheiro de software, os dois usaram o tempo de fala da audiência pública para vincular a expansão da infraestrutura de inteligência artificial ao aumento da pressão sobre energia e água em Seattle. A Amazon não consta do dossiê com manifestação oficial sobre o ato, e não há nos registros disponíveis indicação de que a companhia endosse o pedido dos funcionários.

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“Let’s not let big tech burn Seattle to win the AI race.”

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Fala atribuída aos engenheiros durante a audiência, conforme registro da Wired.

A cobrança mira limites públicos para instalações que concentram consumo elétrico e demanda hídrica em áreas urbanas. O material disponível, porém, não descreve proposta normativa fechada em tramitação no conselho municipal de Seattle, nem prazo de votação.

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Pressão municipal nos EUA contrasta com incentivo no Rio Grande do Sul

O ato em Seattle se soma a outros debates municipais nos Estados Unidos. Em 21 de abril de 2025, o conselho de Jackson, no Mississippi, analisou limites e moratória para data centers em meio à expansão do setor no Estado, conforme registro da imprensa local reunido no dossiê.

No Brasil, o movimento documentado caminha em sentido oposto. Em 2024, o governo do Rio Grande do Sul assinou acordo com a Scala Data Centers para um aporte inicial de R$ 3 bilhões no que o Estado descreve como o primeiro distrito industrial de data centers do país. O dossiê não traz cronograma de obras nem projeção de consumo energético do empreendimento.

O que ainda depende de publicação oficial

Os próximos pontos verificáveis são a divulgação dos registros oficiais da audiência em Seattle e eventual protocolo de proposta formal pelos vereadores. Sem esses documentos, não há base para informar texto regulatório, prazos ou data de votação.

No Brasil, duas lacunas seguem em aberto: a posição da Amazon Brasil sobre a regulação local de data centers e o consumo energético projetado do projeto da Scala no Rio Grande do Sul. As respostas dependem de manifestação das empresas ou da publicação de documentos específicos por órgãos do Estado.