quinta-feira, junho 4
Publicidade
Economia

Baidu confirma IPO da Kunlunxin em Hong Kong ainda em 2026

Unidade de chips de IA da gigante chinesa terá dupla listagem no STAR Market, mas valor da oferta e fatia da controladora seguem em aberto.

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT e Júnior Cardoso

Pontos-chave

  • A listagem principal será em Hong Kong, com negociação secundária no STAR Market, em Xangai.
  • A empresa protocolou pedido confidencial na Bolsa de Hong Kong em 1º de janeiro.
  • A Baidu não informou valor da oferta, valuation da unidade nem fatia que manterá.
  • A cisão busca isolar chips de IA de uma controladora pressionada por publicidade mais fraca.

A Baidu confirmou nesta quarta-feira (3) que pretende abrir o capital da Kunlunxin, sua unidade de chips de inteligência artificial, na Bolsa de Hong Kong ainda em 2026, com dupla listagem no STAR Market, em Xangai. O calendário, porém, segue sem preço: a companhia não revelou o tamanho da oferta nem a fatia que manterá depois do IPO.

Publicidade

O cronograma de separação e oferta pública inicial da Kunlunxin Technology segue dentro do planejado, segundo declarações do diretor financeiro da Baidu, Henry He, reproduzidas pelo Valor Econômico. A listagem principal está prevista para a Hong Kong Stock Exchange, com negociação secundária em Xangai.

Publicidade

A operação importa para investidores expostos a ativos chineses porque destaca um negócio de chips de IA de uma big tech pressionada pela desaceleração da publicidade digital. O ponto ainda em aberto é financeiro: a Baidu não divulgou o valor do IPO, o valuation estimado da Kunlunxin nem qual participação a controladora deve manter após a oferta.

Publicidade

Kunlunxin no centro da virada estratégica da Baidu

A Kunlunxin Technology concentra a frente de chips da Baidu, empresa que por anos figurou entre as principais big techs chinesas, ao lado de Alibaba e Tencent. O desmembramento ocorre enquanto a controladora busca novas fontes de crescimento em chips, inteligência artificial e direção autônoma, diante da perda de fôlego do mercado publicitário.

Publicidade

A linha do tempo informada ao mercado começou em 1º de janeiro de 2026, com pedido confidencial protocolado na Bolsa de Hong Kong. Em 2 de junho, a Baidu divulgou comunicado público à bolsa, conforme relato do Valor Econômico. No dia seguinte, Henry He confirmou que o calendário seguia válido.

Ações sobem, mas oferta ainda não tem preço

Os papéis da Baidu reagiram ao anúncio. O ADR negociado em Nova York subiu 12%, enquanto a ação em Hong Kong avançou 9,35%, conforme cotações divulgadas após a confirmação. Para investidores brasileiros, o reflexo potencial aparece em ADRs e fundos com exposição a empresas chinesas de tecnologia.

Não há, no material divulgado até agora, impacto direto sobre orçamento público ou contribuintes. A consequência documentada está no mercado: a abertura de capital pode atribuir preço próprio a um ativo de chips de IA dentro da Baidu, mas esse preço dependerá dos termos formais da oferta. Sem valor divulgado, qualquer estimativa de arrecadação ou valuation seria especulação.

Dupla listagem depende de aval regulatório

O encaminhamento confirmado é o IPO em Hong Kong ainda neste ano, seguido pela dupla listagem no STAR Market de Xangai. Essa segunda etapa depende de aprovação regulatória na China, e o cronograma pode mudar conforme as condições de mercado.

Os próximos documentos devem esclarecer três pontos centrais: o tamanho da oferta, o valuation atribuído à Kunlunxin e a participação que a Baidu manterá após o IPO. Até a publicação desses dados, a operação está confirmada como plano de listagem — não como oferta precificada.