segunda-feira, 20 de julho de 2026
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Economia

Gasolina supera US$ 4 nos EUA e pressiona subsídio de R$ 0,44 no Brasil

· 3 min de leitura · NEXUS A.I. do PIRANOT

Pontos-chave

  • A média nacional nos EUA atingiu US$ 4,00 por galão, ante US$ 3,14 há um ano, após a nona rodada de ataques ao Irã.
  • O breve alívio de junho, quando o galão caiu para US$ 3,999 após acordo de paz, foi anulado pela retomada das hostilidades.
  • O Estreito de Ormuz, por onde passa 20% do petróleo mundial, permanece sob risco de interrupção.
  • Nos EUA, a gasolina acumula alta de 50% desde o início da guerra e desgasta Trump antes das eleições legislativas.
  • No Brasil, a disparada do petróleo ameaça o plano do governo de encerrar o subsídio de R$ 0,44 por litro.

O preço médio da gasolina nos Estados Unidos voltou a superar US$ 4 por galão nesta segunda-feira (20), em meio à retomada da guerra contra o Irã. A marca reacende a pressão sobre combustíveis em uma das maiores economias consumidoras de petróleo do mundo e chega ao Brasil no pior momento para o governo: a subvenção de R$ 0,44 por litro da gasolina estava prevista para acabar nesta semana.

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A alta desfaz o alívio observado em junho, quando a gasolina americana voltou a ficar abaixo de US$ 4 com a queda do petróleo e a expectativa de um acordo com o Irã. A nova escalada no Estreito de Ormuz, rota estratégica para o mercado de energia, reduz a margem para queda nas cotações internacionais e recoloca o preço dos derivados no centro da disputa econômica e política.

Nos Estados Unidos, o combustível já havia subido 50% desde o início da guerra com o Irã. O peso da gasolina no orçamento das famílias transformou o tema em foco de desgaste para o governo Donald Trump, enquanto o Senado americano avançou com uma medida para limitar os poderes de guerra do presidente contra Teerã.

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Choque externo aperta a conta brasileira

No Brasil, o efeito não aparece apenas na bomba. A disparada do petróleo pressiona a Petrobras, encarece importações e torna mais difícil retirar o amortecedor fiscal criado para segurar o preço da gasolina. Se o subsídio de R$ 0,44 por litro sair de cena de uma vez, parte da diferença tende a chegar ao consumidor em um período de inflação ainda sensível.

A conta dos combustíveis já vinha mais pesada. Desde fevereiro, a gasolina acumula alta de 5% nos postos brasileiros, e o diesel sobe 10%, segundo a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis. O avanço reduz o espaço político para um novo reajuste e aumenta o custo fiscal de manter o alívio ao consumidor.

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O precedente recente pesa na decisão. Em junho, o governo cortou o subsídio do diesel, com impacto potencial de até R$ 0,35 por litro. A medida serviu como teste para a retirada gradual das subvenções, mas a nova rodada de tensão no Oriente Médio muda o ambiente: petróleo mais caro torna qualquer redução de benefício mais visível na bomba.

Etanol ajuda, mas não neutraliza a pressão

A alta do etanol dá algum fôlego ao mercado interno. O consumo do biocombustível subiu 17% em julho, impulsionado pela nova mistura na gasolina. Ainda assim, o avanço não elimina a dependência dos derivados de petróleo nem resolve, sozinho, a pressão de preços provocada por uma crise internacional de oferta.

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O próximo passo é fiscal e político: o governo precisa decidir se prorroga a subvenção da gasolina ou assume o risco de repasse em um mercado já pressionado. Com a gasolina americana novamente acima de US$ 4 e o conflito no Irã sustentando a tensão no petróleo, a tendência é que a decisão sobre o subsídio deixe de ser apenas uma medida temporária e vire peça central da estratégia para conter combustíveis e inflação.


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